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Items Tagged ‘Portuguese news release’

November 12th, 2013 · Leave a Comment

Câncer de Pele

By Soledad Andrade

Perguntas e Respostas

JACKSONVILLE, Flórida, 14 de novembro de 2013 — A exposição ao sol, sem proteção, é um risco que a maioria das pessoas não leva a sério. Elas ignoram o fato de que isso pode causar câncer de pele – ou não lhe dão importância. A verdade é que o câncer de pele é a forma mais comum de câncer no mundo e uma das principais causas de morte. No mundo, são quase 3,5 milhões de casos por ano, que levam pelo menos 12 mil pacientes à morte. De acordo com as estatísticas da Sociedade Americana do Câncer, um em cinco americanos desenvolvem a doença em sua vida.

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November 12th, 2013 · Leave a Comment

Mayo Clinic: Opção menos invasiva é tão eficaz quanto a remoção do esôfago no combate ao câncer de esôfago em estágio inicial

By Soledad Andrade

JACKSONVILLE, Flórida — O uso de um procedimento endoscópico minimamente invasivo, para remover o câncer de esôfago superficial, em estágio inicial, é tão eficaz quanto a cirurgia para excisão e reconstrução do esôfago, de acordo com um estudo de pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. A pesquisa, publicada na edição de novembro do jornalClinical Gastroenterology and Hepatology, examinou resultados nacionais do tratamento endoscópico, comparando-os com os daesofagectomia, a cirurgia para a remoção do esôfago.

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November 7th, 2013 · Leave a Comment

Epilepsia: Perguntas e Respostas

By Soledad Andrade

A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico, do qual há muito desconhecimento e muitos preconceitos. Historicamente, as pessoas com essa doença enfrentam um estigma criado por uma sociedade discriminadora, que ignora o que é realmente a epilepsia.

Hoje em dia, a medicina já produziu avanços notáveis no tratamento dessa doença. Um exemplo é um procedimento minimamente invasivo, a ablação a laser, que surgiu como uma alternativa viável à cirurgia aberta da cabeça. Essa técnica tem sido usada com êxito pela Clínica Mayo, como nos explica o professor de Neurologia e diretor da Unidade de Monitoramento da Epilepsia da Clínica Mayo em Jacksonville, na FlóridaWilliam Tatum.

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October 30th, 2013 · Leave a Comment

Nova técnica para tatar a escoliose em crianças

By Soledad Andrade

Entrevista com a médica Noelle Larson, Clínica Mayo de Rochester, Minnesota

Na Clínica Mayo de Rochester, Minnesota, uma nova técnica está sendo usada no tratamento de escoliose em crianças. A escoliose é um encurvamento da coluna vertebral. O tratamento primário da escoliose é feito com colete (órtese), cirurgia e observação. O tratamento com o gesso de Mehta, desenvolvido pela médica Min H. Mehta, fornece uma alternativa não invasiva aos outros métodos. Em alguns casos, ele pode corrigir a curvatura na coluna vertebral em crianças. Entrevistamos a médica Noelle Larson, cirurgiã de ortopedia pediátrica e professora assistente do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Divisão de Ortopedia Pediátrica do Mayo Clinic Children Center, para discutir esses temas.

O que é escoliose e qual a incidência dessa doença em crianças?

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September 19th, 2013 · Leave a Comment

Cães Carinhosos acalmam e confortam pacientes e suas famílias na Mayo Clinic

By Soledad Andrade

JACKSONVILLE, Flórida — Lillian Shirley viajou de uma cidade no centro da Flórida para Jacksonville em busca de tratamento para um problema de rim, confiante na eficiência da Clínica Mayo. Enquanto esperava por um procedimento endoscópico, no quarto andar do Hospital da Clínica Mayo, Lillian foi abordada por um visitante inesperado, de quatro patas.

"Eu olhei para ele, diretamente nos olhos, e lhe disse que seus olhos castanhos eram lindos", conta Lillian. O fervoroso visitante a sua frente atende pelo nome de Sunday e é um dos integrantes do programa "Cães Carinhosos" ("Caring Canines") da Clínica Mayo. O programa tem a participação de cães e seus donos que, voluntariamente, se "socializam" com os pacientes e visitantes da clínica.

A busca de eficiência clínica trouxe Lillian à Mayo, mas Sunday lhe proporcionou uma experiência empática adicional que, por sinal, não será somada a sua conta hospitalar.

Em uma sala de espera, cheia de pessoas, Sunday foi diretamente a ela, permitiu que o acariciasse com as mãos e o olhasse em seus olhos, aceitando seu elogio com graça, indicando-lhe, silenciosamente, que tudo iria acabar bem.

Na mesma sala de espera, Wanda Aills estava sentada ao lado da cunhada e de outros familiares, aguardando notícias sobre a cirurgia de seu irmão. Os olhos de Wanda brilharam quando Sunday se aproximou. E ele reagiu à altura: caminhou em sua direção e, gentilmente, colocou a pata no colo dela.

"Senti uma sensação de calma", diz Wanda. "Interagir com um cão terapeuta tira você da situação em que se encontra, mesmo que por alguns minutos. Já tinha ouvido falar sobre o uso de cães terapeutas em asilos, mas fiquei surpresa de ver um deles em um hospital. Mas isso faz sentido. Dizem que aliviar o estresse é o começo da cura".

O princípio da medicina integrada e da cura do corpo e da alma está integrado na filosofia da Clínica Mayo. Programas que reforçam a terapia com a arte, a música e animais são adotados nas três unidades da Clínica Mayo no Arizona, Flórida e Minnesota. Na Clínica Mayo da Flórida, os cães terapeutas começaram a visitar o departamento de Oncologia de Radiação em 2011. Conforme os benefícios se tornaram evidentes (com base em levantamentos de pacientes e de funcionários), mais voluntários e seus cães se juntaram ao programa.

Atualmente, 18 cães e seus donos prestam serviços voluntários nas salas de espera da Oncologia de Radiação, Cirurgia e Radiologia de Diagnóstico. Outros 17 times estão na lista de espera para o treinamento requerido.

"As pessoas esperam um tratamento eficiente e compassivo na Clínica Mayo e os cães terapeutas trazem um benefício extra a suas experiências", diz a administradora internacional Nancy Skaran, uma das fundadoras do programa. "Eles fornecem uma distração bem-vinda dos procedimentos médicos, de várias formas — entretenimento, proteção, estímulo mental e redução da ansiedade", explicou.

Kristi Leonard é a dona de Sunday, um cão da raça goldendoodle, de 3 anos, tranquilo e carinhoso, com lindos olhos castanhos. Ela diz que uma paciente marcou suas sessões de tratamento por radiação nos dias em que Sunday era voluntário, para que pudesse passar algum tempo com ele.

"Fazemos esse trabalho voluntário todas as quintas-feiras, há dois anos", diz Kristi. "Uma das exigências é a de que o cão deve tomar um banho em um período de 24 horas, antes de vir à clínica. Também devemos oferecer a todas as pessoas que acariciam o cão um desinfetante de mão — não por causa do cão, mas porque muita gente interage com ele durante a visita", explica.

Os Cães Carinhosos usam seus próprios crachás de identificação da Mayo e precisam passar por diversos testes antes de serem admitidos no programa.

"Fizemos oito semanas de treinamento, no qual não apenas o cão é treinado, mas o dono também precisa aprender como ler seus sinais", diz Kristi. Os cães e seus donos aprendem a lidar com situações estressantes, de diversas naturezas, tais como ruídos estridentes ou o som intermitente de monitores, para se assegurar de que o cão permaneça calmo em qualquer ambiente clínico. As visitas às áreas clínicas não podem exceder 90 minutos, para permitir aos cães dissipar um pouco a energia que absorvem dos humanos.

Kristi é mãe de três filhos, uma dona de casa que teve uma experiência anterior com cães terapeutas. Ela diz que seu trabalho voluntário na Clínica Mayo lhe dá a oportunidade de ter uma agenda flexível e se envolver com a comunidade.

"Algumas vezes, sinto que o benefício disso é maior para mim do que para os pacientes. Há momentos que são realmente mágicos", diz Kristi. "Sinto que Sunday foi colocado neste mundo para fazer exatamente o que faz. Eque eu sou apenas alguém do outro lado da coleira".

Lindy é uma elegante golden retriever, de 5 anos, que faz três a quatro milhas de exercício diariamente. Ela ama esses passeios, mas vir à Clínica Mayo é o que a deixa realmente estimulada.

Lindy e sua dona, Joan Streightiff, aderiram ao programa de Cães Carinhosos em novembro de 2012. Depois de se aposentar de uma carreira altamente estressante, com responsabilidades administrativas, Joan estava mais do que pronta para ingressar no programa. "Eu queria fazer alguma coisa mais comedida, algo que envolvesse Lindy", ela conta. "Ela conhece a Clínica Mayo e já fica excitada quando entramos no estacionamento. E tudo começa quando descemos do carro — as pessoas sorriem e acenam. Os pacientes a reconhecem quando caminhamos pelos corredores".

Um belo episódio recente foi o encontro no corredor com sete crianças, quatro dos quais eram potenciais pacientes de transplante. Pacientemente, Lindy deixou que cada uma delas a acariciasse. "Ela é uma cachorra ajudante?", uma delas perguntou.

Lindy tem sua rotina quando visita a Radiologia de Diagnóstico — sempre dá atenção aos membros da equipe primeiro. Ela adora ser acariciada e dá as costas aos pacientes, para que possam tocá-la com facilidade. "Se ela se senta em seu pé, isso significa que ela gosta de você", Joan diz.

Cada cão e seu dono são testados e registrados através de uma organização nacional. Eles também passam pelo treinamento e orientação de voluntários da Clínica Mayo.

"A moral da história é que, por causa desses voluntários maravilhosos e seus cães, o custo do programa é zero", diz Nancy Skaran. "Mas os benefícios para os pacientes e suas famílias não têm preço".

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese eMayoClinic.org/news-portuguese.

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September 19th, 2013 · Leave a Comment

Comunicado à imprensa

By Soledad Andrade

Mayo Clinic: 10 maneiras que o genoma humano pode afetar o diagnóstico e o tratamento de saúde

 

  1. Já influenciou as instruções nas bulas e rótulos dos medicamentos e o uso de alguns deles.O FDA (órgão que regulamenta a comercialização de medicamentos e alimentos nos EUA) mudou as instruções nas bulas e nos rótulos, doses e usos, com base em pesquisa genômica, incluindo uma droga essencial contra o câncer de mama.
  2. Dá certeza ao médico de que está prescrevendo o medicamento certo, na dose certa, para um paciente.Nem todas as pessoas podem tolerar ou metabolizar as mesmas drogas. A genômica mostra que alguns medicamentos não produzem efeitos ou podem fazer mal a certas pessoas, em vez de fazer bem. Por exemplo, uma em 10 pessoas não tolera o tratamento padrão para a síndrome do intestino irritável e precisa de uma medicação alternativa.
  3. Torna o desenvolvimento de novos exames médicos melhor e mais rápido.Já ajudou a desenvolver alguns testes novos para diagnosticar e tratar doenças e a evitar algumas terapias desnecessárias, como o teste para tratamento de distúrbios do humor.
  4. Ajuda a prevenir doenças.Pode indicar que você tem maior susceptibilidade a alguns problemas de saúde, de forma que você pode mudar seu comportamento e evitá-las. Por exemplo, as pessoas com risco de desenvolver diabetes podem modificar seu estilo de vida para reduzir o risco.
  5. Pode ajudar você ou um membro da família a lutar contra uma doença resistente a tratamento.Um exame genômico pode revelar uma alteração genética que indica um tratamento alternativo, bem-sucedido. Em um caso, a mutação levou à prescrição de uma droga contra o câncer de rim para tratar um câncer de mama.
  6. Pode ajudar a identificar uma doença não diagnosticada.Diagnósticos equivocados acontecem, algumas vezes, por causa de problemas relacionados a genes. A análise genômica pode produzir um diagnóstico correto, depois de meses ou anos de confusão. Por exemplo, a incapacidade genética de uma pessoa de produzir uma certa proteína pode imitar os sintomas de uma doença que a pessoa não tem.
  7. Pode ajudar a pessoa a selecionar os alimentos certos para seu sistema digestivo.A nutrigenômica pode ajudar a ajustar a dieta de uma pessoa a sua genômica e, assim, ajudar a evitar doenças digestivas, como a doença celíaca ou a de Crohn.
  8. Pode ajudar a encontrar a terapia certa para o câncer.O genoma de uma pessoa pode não responder a certas quimioterapias, mas os tumores cancerosos também têm seus próprios genomas modificados, o que precisa ser considerado na escolha do tratamento certo. Talvez a solução seja uma combinação de dois medicamentos.
  9. Pode ajudar a família a tomar decisões sobre a saúde e sobre o planejamento familiar.Uma análise genômica pode revelar problemas de saúde da família, que você pode querer levar em consideração antes de ter filhos. Em alguns casos, os dois genomas podem aumentar o risco de contrair certos distúrbios.
  10. As informações genéticas no histórico médico da pessoa irão ajudar os médicos a diagnosticar e tratar um paciente no futuro.A assinatura genômica individual de uma pessoa pode ser tão importante quanto seu tipo sanguíneo, na determinação de um tratamento ou nas decisões sobre os cuidados com a saúde.

 

Para mais informações, visite: http://www.mayoclinic.org/portuguese/.

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese eMayoClinic.org/news-portuguese.

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August 28th, 2013 · Leave a Comment

Droga contra os cânceres de sangue pode interromper a propagação das células do câncer de mama, descobre a Mayo Clinic

By Soledad Andrade

ALERTA DE MULTIMÍDIA: Para informações adicionais em áudio e vídeo com a médica Sahra Borges, Ph.D., acesse Mayo Clinic News Network.

 

JACKSONVILLE, Flórida — Uma droga usada no tratamento de cânceres de sangue também pode interromper a propagação docâncer de mama invasivo, descobriram pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida. O estudo, publicado online noBreast Cancer Research, revelou que, no laboratório e em animais, a droga decitabina ativa uma codificação genética da proteína cinase D1 (PRKD1), que elimina a capacidade das células cancerosas de se separar do tumor e se propagar para outros órgãos.

"O tratamento com baixas doses de decitabina em um modelo animal com câncer de mama restaurou a expressão da PRKD1, reduziu o tamanho do tumor e bloqueou a metástase para o pulmão", diz o pesquisador sênior do estudo Peter Storz, Ph.D., um bioquímico e biólogo molecular da Clínica Mayo na Flórida.

"O resultado de pacientes com câncer de mama invasivo é menos que ótimo, apesar de muitas tentativas de melhorar o tratamento, incluindo quimioterapia avançada e terapia hormonal", explica Storz. "Esperamos que esse estudo abra um novo caminho para impedir que o câncer de mama se torne agressivo e intratável", diz.

A equipe de pesquisa, que incluiu a médica Sahra Borges, autora principal do estudo e pesquisadora pós-doutoranda no laboratório de Storz, descobriu que a codificação genética da PRKD1 foi silenciada em todos menos um subtipo de câncer de mama invasivo, incluindo o agressivo câncer de mama triplo-negativo. O subtipo é o carcinoma lobular invasivo.

Sahra Borges também desenvolveu um ensaio que pode ser usado para medir a quantidade de PRKD1 que é paralisada em pacientes com tumores na mama.

"Como descobrimos que a PRKD1 é progressivamente silenciada, conforme o câncer de mama se torna mais agressivo e se espalha, a esperança é de que esse teste possa ser mais desenvolvido e usado para predizer que pacientes correm o risco de metástase do câncer e, portanto, podem se beneficiar do uso de decitabina", ela diz.

A decitabina, aprovada pela FDA (órgão dos EUA que controla a comercialização de alimentos e medicamentos) para tratamento de alguns cânceres de sangue, é um agente de desmetilação, significando que ela pode ativar genes benéficos, tais como a PRKD1, que o câncer silenciou para crescer.

Tratar genes que foram paralisados é muito mais fácil do que tentar restaurar a função de um gene que passou por mutação, diz Storz. A função normal da PRKD1, que é expressada em células da glândula mamária, é manter a função normal ao impedir as células de transmutar para um estado em que elas podem se desalojar e se espalhar, ele diz.

Os pesquisadores esperam que esse estudo vai ajudá-los a elaborar um estudo clínico em colaboração com os médicos da Clínica Mayo, usando a decitabina para promover a volta da expressão da PRKD1 e agentes que ativem a PRKD1.

Outros pesquisadores importantes da Mayo para o estudo incluem Heike Doeppler, Edith Perez, M.D.; Cathy Andorfer, Ph.D.; Zhifu Sun, M.D.Panos Anastasiadis, Ph.D.E. Aubrey Thompson, Ph.D.; e Xochiquetzal Geiger, M.D. O estudo teve verbas dos Institutos Nacionais de Saúde (GM086435), do Programa Bankhead-Coley do Departamento de Saúde da Flórida, dos Programas Especializados de Excelência em Pesquisa (SPORE — Specialized Programs for Research Excellence) do Câncer de Mama da Clínica Mayo e da Fundação 26.2 com Donna.

Para mais informações sobre tratamento de cânceres de sangue na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie um e-mail para intl.mcj@mayo.edu.

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Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese eMayoClinic.org/news-portuguese.

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August 15th, 2013 · Leave a Comment

Mayo Clinic: Testes pré-clínicos podem levar a novo método de tratamento de linfoma do sistema nervoso central

By mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Uma droga aprovada recentemente para o tratamento de mieloma múltiplo está sendo testada para comprovar sua capacidade de combater o linfoma do sistema nervoso central (SNC), um câncer fatal do sistema imunológico, que pode afetar o cérebro, a medula e fluido espinhal e os olhos. O estudo clínico, que está em andamento nas três unidades da Clínica Mayo — na Flórida, Minnesota e Arizona — dá prosseguimento ao teste bem-sucedido da droga, a pomalidomida, em camundongos com linfoma do SNC. Os detalhes sobre o teste pré-clínico estão disponíveis no jornal científico PLOS ONE.

Aproximadamente 5.000 pacientes são diagnosticados com essa doença, todos os anos, nos Estados Unidos.

"Acreditamos que a pomalidomida pode beneficiar pacientes com esse tipo de câncer porque ela faz duas coisas que as demais drogas contra o câncer não fazem", diz o oncologista da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Han Tun. "A droga tem uma excelente penetração no cérebro, o que é uma necessidade no tratamento de tumores cerebrais. O outro fator interessante é que essa droga, além de atacar diretamente as células do linfoma, também altera o microambiente do tumor", ele explica.

Han Tun é o principal pesquisador do estudo PLOS ONE e o principal pesquisador do estudo clínico, que está recrutando pacientes.

"Nosso estudo pré-clínico sugere que a pomalidomida é muito promissora. O tratamento com pomalidomida em camundongos contra o linfoma do SNC aumentou significativamente a sobrevivência e o crescimento do tumor", ele diz. "O estudo clínico de fase I foi desenvolvido com base nesses resultados pré-clínicos", diz o oncologista da Mayo.

A pomalidomida pertence à classe de drogas chamadas de agentes imunomoduladores. A talidomida foi a primeira droga dessa classe e foi aprovada em 2006 para o tratamento do mieloma múltiplo, um câncer da medula óssea. A pomalidomida foi aprovada para uso em mieloma múltiplo em fevereiro.

Entre os coautores do estudo estão cinco pesquisadores da Celgene, a fabricante da pomalidomida. Outros coautores são Zhimin Li, Ph.D.; Yushi Qiu, M.D.; Peng Huang, M.D., Ph.D.; David Personett; Brandy Edenfield; e John Copland, Ph.D., todos da Clínica Mayo da Flórida.

O oncologista Han Tun recebeu uma verba da Celgene em apoio à pesquisa.

Para mais informações sobre tratamento de mieloma múltiplo, linfoma do sistema nervoso central e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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August 15th, 2013 · Leave a Comment

Gaita ajuda pacientes de doenças pulmonares e transplantados a respirar melhor

By mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Depois de sobreviver a dois transplantes de pulmão, em 2005 e 2008, o músico Larry Rawdon compartilha uma nova forma de cura por música com outros pacientes da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. Afinal, foi a música que o levou à Clínica Mayo e o ajudou a se recuperar, depois que foi diagnosticado, em 2002, com fibrose pulmonar idiopática.

Antes de chegar à Clínica Mayo, Rawdon tinha poucas esperanças de que sua doença iria melhorar. Mas um encontro casual com o cirurgião cardiotorácico Octavio E. Pajaro, M.D., durante um festival de música, em 2005, mudou seu ponto de vista sobre seu problema e trouxe esperança para Rawdon e sua família.

"Os instrumentos musicais sempre exerceram um impacto significativo em minha vida, que se estende além da própria música", diz Rawdon. "Foi o que realmente iniciou meu relacionamento com a Clínica Mayo e exerceu um papel importante nas mudanças em minha vida".

Amante de tudo que se refere à música, Rawdon se sentiu atraído por diversos instrumentos musicais. Sua carreira como violoncelista profissional o levou à Broadway e a experimentar um grande número de instrumentos. Assim, quando sua mulher Katie soube dos benefícios que tocar a gaita trazia para pacientes da medicina pulmonar, ela percebeu que havia encontrado o presente de Natal perfeito para seu marido.

"No Natal de 2007, ganhei duas gaitas de minha mulher e comecei, imediatamente, a me ensinar a tocar esse novo instrumento, observando outros músicos em vídeos no YouTube, conta Rawdon.

Sua paixão por compartilhar a gaita vem de sua experiência de reabilitação com ou sem esse instrumento.

Depois de seu segundo transplante de pulmão em 2008, Rawdon não perdeu tempo e pegou sua gaita para suplementar os exercícios prescritos de reabilitação pulmonar. Ele observou resultados significativamente positivos.

Rawdon notou que quando tocava a gaita por 10 minutos, durante exames de espirômetro de incentivo, as pontuações de capacidade pulmonar eram substancialmente elevadas, depois de tocar o instrumento.

Rawdon relatou seu êxito pessoal ao médico Cesar Keller, do Departamento de Serviços de Transplantes da Flórida.

"Pessoalmente, penso que essa técnica é um acréscimo e um complemento muito bom a todo o processo de recuperação geral de um transplante de pulmão", diz Cesar Keller. "Ela combina uma terapia respiratória excelente com a diversão e produz um resultado imediato, decorrente da execução do instrumento musical", ele explica.

O impacto profundo de tocar a gaita levou Rawdon a compartilhar seu amor pelo instrumento e por sua capacidade de reabilitação com outros pacientes no Grupo de Transplante do Coração e do Pulmão de Jacksonville. Em fevereiro, Rawdon começou a dar aulas de gaita aos demais pacientes, como um exercício de reabilitação pulmonar suplementar. As aulas são divertidas, envolventes e, além disso, trazem benefícios para os pacientes em processo de recuperação pulmonar.

"Estou convencido de que a gaita, para os pacientes de transplante de pulmão, pode ser considerado uma parte de um equipamento legítimo de exercício respiratório", diz Rawdon. "Além de tudo o mais que a gaita passou a representar para mim, é especialmente gratificante ouvir de outros pacientes de transplante que eles também estão se beneficiando o uso da gaita, pelo que estão percebendo".

Rawdon vem trabalhando diligentemente para ajudar a reunir recursos para desenvolver aulas de música de uma forma regular aos pacientes. Ele fez parceria com Chrys Yates, coordenadora do Centro para Humanidades em Medicina da Flórida, para ajudar a angariar suporte para a equipe da Clínica Mayo.

Ele contatou, por iniciativa própria, a Hohner Inc., uma grande fabricante de gaitas, para ajudar a fornecer o instrumento para os pacientes. Depois que Rawson contou sua história sobre a reabilitação com a ajuda da gaita ao presidente e associado de filantropia, a empresa se ofereceu para doar gaitas ao programa de Humanidades em Medicina, garantindo os instrumentos necessários para as aulas.

"A terapia respiratória é inestimável no processo de recuperação de pacientes de doenças pulmonares", explica Keller. "Depois de um transplante de pulmão, o caminho para uma recuperação completa depende, em grande medida, de o receptor do órgão conseguir recuperar sua capacidade funcional, após o processo debilitador de uma doença crônica e progressiva do pulmão. Isso é sempre complicado devido ao forte impacto fisiológico de uma grande cirurgia, como a de transplante de pulmão", ele diz. "Portanto, os papéis da terapia física, os exercícios para recuperar a resistência física e o vigor, bem como os exercícios de respiração para recuperar músculos diafragmáticos e respiratórios são fundamentais no processo de recuperação".

Para mais informações sobre tratamento da fibrose pulmonar idiopática e outras doenças respiratórias na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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August 14th, 2013 · Leave a Comment

Pesquisadores da Mayo Clinic decodificam origem do câncer de pâncreas causado por inflamação

By mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, desvendaram o processo pelo qual uma inflamação crônica do pâncreas, a pancreatite, se transforma em câncer de pâncreas. Os cientistas informam que a descoberta revela formas de identificar pacientes de pancreatite com risco de contrair câncer de pâncreas, bem como a possíveis terapias medicamentosas que podem reverter o processo.

ALERTA DE VÍDEO: Para informações adicionais com áudio e vídeo com o Geou-Yarh Liou, Ph.D., acesse, Mayo Clinic News Network.

O estudo, publicado 5 de agosto no jornal online The Journal of Cell Biology, mapeia a forma com que a inflamação força células acinares no pâncreas — aquelas que produzem as enzimas digestivas — a se transformar em células ductais. Conforme essas células mudam, passam por mutações que podem resultar em maior progresso do câncer de pâncreas, diz o autor principal do estudo, o bioquímico e biólogo molecular da Clínica Mayo Peter Storz, Ph.D.

"Não sabemos porque essas células se reprogramam, mas pode ser porque produzir enzimas em um órgão danificado por uma inflamação pode causar mais danos", diz Peter Storz. "A boa notícia, entretanto, é que esse processo é reversível e nós identificamos uma quantidade de moléculas envolvidas nessa via, que podem ser o alvo no esforço para transformar essas novas células ductais de volta em células acinares, eliminando, com isso, o risco de desenvolvimento de câncer", ele explica.

Os cientistas estão testando a em ratos de laboratórios, a capacidade de medicamentos, já no mercado, de reverter essa transformação que ocorre no pâncreas que resulta em câncer de pâncreas humano. A equipe de pesquisa de Peter Storz traçou o trajeto que leva a inflamação no pâncreas ao desenvolvimento de câncer no órgão. Eles seguiram o que aconteceu, quando macrófagos responderam a um pâncreas inflamado. Macrófagos são um tipo de glóbulo branco que consome material estranho no organismo.

"A crença nesse campo tem sido a de que os macrófagos têm a função de remover células danificadas no órgão", diz Peter Storz. "Descobrimos que elas não são tão benignas assim. Percebemos que, na verdade, os próprios macrófagos provocam a transformação e criam a estrutura para o desenvolvimento do câncer", ele declara.

A equipe de pesquisa também descobriu que, quando o pâncreas está inflamado, o fluido do órgão contém moléculas sinalizadoras que induzem as células acinares a se transformarem em células ductais. Coautor do estudo, o gastrenterologista Massimo Raimondo, M.D., é integrante de uma equipe da Mayo que desenvolveu um método para coletar esse fluido do pâncreas durante uma esofagogastroduodenoscopia de rotina.

"Queremos investigar também se essas duas enzimas podem servir como um sistema de advertência precoce, um marcador do risco do câncer de pâncreas, em pacientes com pancreatite", diz Peter Storz. "Nossa esperança é de podermos detectar esse risco antes que ele se concretize e usar um tratamento que reverta qualquer possibilidade de desenvolvimento do câncer de pâncreas", ele explica.

O estudo foi financiado por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde (CA135102, CA140182 e CA159222), pela Associação Americana da Pesquisa do Câncer e por uma verba dos Programas Especializados de Excelência em Pesquisa (SPORE — Specialized Programs for Research Excellence) da Clínica Mayo.

Entre os coautores do estudo estão Geou-Yarh Liou, Heike Doeppler, Brian Necela, Murli Krishna e Howard Crawford.

Para mais informações sobre tratamento do câncer de pâncreas e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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