Mayo Clinic News Network

News Resources

Items Tagged ‘Portuguese news release’

Droga contra os cânceres de sangue pode interromper a propagação das células do câncer de mama, descobre a Mayo Clinic

Posted on August 28th, 2013 by Soledad Andrade

ALERTA DE MULTIMÍDIA: Para informações adicionais em áudio e vídeo com a médica Sahra Borges, Ph.D., acesse Mayo Clinic News Network.

 

JACKSONVILLE, Flórida — Uma droga usada no tratamento de cânceres de sangue também pode interromper a propagação docâncer de mama invasivo, descobriram pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida. O estudo, publicado online noBreast Cancer Research, revelou que, no laboratório e em animais, a droga decitabina ativa uma codificação genética da proteína cinase D1 (PRKD1), que elimina a capacidade das células cancerosas de se separar do tumor e se propagar para outros órgãos.

"O tratamento com baixas doses de decitabina em um modelo animal com câncer de mama restaurou a expressão da PRKD1, reduziu o tamanho do tumor e bloqueou a metástase para o pulmão", diz o pesquisador sênior do estudo Peter Storz, Ph.D., um bioquímico e biólogo molecular da Clínica Mayo na Flórida.

"O resultado de pacientes com câncer de mama invasivo é menos que ótimo, apesar de muitas tentativas de melhorar o tratamento, incluindo quimioterapia avançada e terapia hormonal", explica Storz. "Esperamos que esse estudo abra um novo caminho para impedir que o câncer de mama se torne agressivo e intratável", diz.

A equipe de pesquisa, que incluiu a médica Sahra Borges, autora principal do estudo e pesquisadora pós-doutoranda no laboratório de Storz, descobriu que a codificação genética da PRKD1 foi silenciada em todos menos um subtipo de câncer de mama invasivo, incluindo o agressivo câncer de mama triplo-negativo. O subtipo é o carcinoma lobular invasivo.

Sahra Borges também desenvolveu um ensaio que pode ser usado para medir a quantidade de PRKD1 que é paralisada em pacientes com tumores na mama.

"Como descobrimos que a PRKD1 é progressivamente silenciada, conforme o câncer de mama se torna mais agressivo e se espalha, a esperança é de que esse teste possa ser mais desenvolvido e usado para predizer que pacientes correm o risco de metástase do câncer e, portanto, podem se beneficiar do uso de decitabina", ela diz.

A decitabina, aprovada pela FDA (órgão dos EUA que controla a comercialização de alimentos e medicamentos) para tratamento de alguns cânceres de sangue, é um agente de desmetilação, significando que ela pode ativar genes benéficos, tais como a PRKD1, que o câncer silenciou para crescer.

Tratar genes que foram paralisados é muito mais fácil do que tentar restaurar a função de um gene que passou por mutação, diz Storz. A função normal da PRKD1, que é expressada em células da glândula mamária, é manter a função normal ao impedir as células de transmutar para um estado em que elas podem se desalojar e se espalhar, ele diz.

Os pesquisadores esperam que esse estudo vai ajudá-los a elaborar um estudo clínico em colaboração com os médicos da Clínica Mayo, usando a decitabina para promover a volta da expressão da PRKD1 e agentes que ativem a PRKD1.

Outros pesquisadores importantes da Mayo para o estudo incluem Heike Doeppler, Edith Perez, M.D.; Cathy Andorfer, Ph.D.; Zhifu Sun, M.D.Panos Anastasiadis, Ph.D.E. Aubrey Thompson, Ph.D.; e Xochiquetzal Geiger, M.D. O estudo teve verbas dos Institutos Nacionais de Saúde (GM086435), do Programa Bankhead-Coley do Departamento de Saúde da Flórida, dos Programas Especializados de Excelência em Pesquisa (SPORE — Specialized Programs for Research Excellence) do Câncer de Mama da Clínica Mayo e da Fundação 26.2 com Donna.

Para mais informações sobre tratamento de cânceres de sangue na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie um e-mail para intl.mcj@mayo.edu.

###

Sobre a Mayo Clinic

A Clínica Mayo, entidade sem fins lucrativos, é um dos principais centros mundiais em tratamento de saúde, pesquisa e educação, para pessoas em todas as fases de sua vida. Para mais informações, em português, visite MayoClinic.org/portuguese eMayoClinic.org/news-portuguese.

Mayo Clinic: Testes pré-clínicos podem levar a novo método de tratamento de linfoma do sistema nervoso central

Posted on August 15th, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Uma droga aprovada recentemente para o tratamento de mieloma múltiplo está sendo testada para comprovar sua capacidade de combater o linfoma do sistema nervoso central (SNC), um câncer fatal do sistema imunológico, que pode afetar o cérebro, a medula e fluido espinhal e os olhos. O estudo clínico, que está em andamento nas três unidades da Clínica Mayo — na Flórida, Minnesota e Arizona — dá prosseguimento ao teste bem-sucedido da droga, a pomalidomida, em camundongos com linfoma do SNC. Os detalhes sobre o teste pré-clínico estão disponíveis no jornal científico PLOS ONE.

Aproximadamente 5.000 pacientes são diagnosticados com essa doença, todos os anos, nos Estados Unidos.

"Acreditamos que a pomalidomida pode beneficiar pacientes com esse tipo de câncer porque ela faz duas coisas que as demais drogas contra o câncer não fazem", diz o oncologista da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, Han Tun. "A droga tem uma excelente penetração no cérebro, o que é uma necessidade no tratamento de tumores cerebrais. O outro fator interessante é que essa droga, além de atacar diretamente as células do linfoma, também altera o microambiente do tumor", ele explica.

Han Tun é o principal pesquisador do estudo PLOS ONE e o principal pesquisador do estudo clínico, que está recrutando pacientes.

"Nosso estudo pré-clínico sugere que a pomalidomida é muito promissora. O tratamento com pomalidomida em camundongos contra o linfoma do SNC aumentou significativamente a sobrevivência e o crescimento do tumor", ele diz. "O estudo clínico de fase I foi desenvolvido com base nesses resultados pré-clínicos", diz o oncologista da Mayo.

A pomalidomida pertence à classe de drogas chamadas de agentes imunomoduladores. A talidomida foi a primeira droga dessa classe e foi aprovada em 2006 para o tratamento do mieloma múltiplo, um câncer da medula óssea. A pomalidomida foi aprovada para uso em mieloma múltiplo em fevereiro.

Entre os coautores do estudo estão cinco pesquisadores da Celgene, a fabricante da pomalidomida. Outros coautores são Zhimin Li, Ph.D.; Yushi Qiu, M.D.; Peng Huang, M.D., Ph.D.; David Personett; Brandy Edenfield; e John Copland, Ph.D., todos da Clínica Mayo da Flórida.

O oncologista Han Tun recebeu uma verba da Celgene em apoio à pesquisa.

Para mais informações sobre tratamento de mieloma múltiplo, linfoma do sistema nervoso central e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Gaita ajuda pacientes de doenças pulmonares e transplantados a respirar melhor

Posted on August 15th, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Depois de sobreviver a dois transplantes de pulmão, em 2005 e 2008, o músico Larry Rawdon compartilha uma nova forma de cura por música com outros pacientes da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. Afinal, foi a música que o levou à Clínica Mayo e o ajudou a se recuperar, depois que foi diagnosticado, em 2002, com fibrose pulmonar idiopática.

Antes de chegar à Clínica Mayo, Rawdon tinha poucas esperanças de que sua doença iria melhorar. Mas um encontro casual com o cirurgião cardiotorácico Octavio E. Pajaro, M.D., durante um festival de música, em 2005, mudou seu ponto de vista sobre seu problema e trouxe esperança para Rawdon e sua família.

"Os instrumentos musicais sempre exerceram um impacto significativo em minha vida, que se estende além da própria música", diz Rawdon. "Foi o que realmente iniciou meu relacionamento com a Clínica Mayo e exerceu um papel importante nas mudanças em minha vida".

Amante de tudo que se refere à música, Rawdon se sentiu atraído por diversos instrumentos musicais. Sua carreira como violoncelista profissional o levou à Broadway e a experimentar um grande número de instrumentos. Assim, quando sua mulher Katie soube dos benefícios que tocar a gaita trazia para pacientes da medicina pulmonar, ela percebeu que havia encontrado o presente de Natal perfeito para seu marido.

"No Natal de 2007, ganhei duas gaitas de minha mulher e comecei, imediatamente, a me ensinar a tocar esse novo instrumento, observando outros músicos em vídeos no YouTube, conta Rawdon.

Sua paixão por compartilhar a gaita vem de sua experiência de reabilitação com ou sem esse instrumento.

Depois de seu segundo transplante de pulmão em 2008, Rawdon não perdeu tempo e pegou sua gaita para suplementar os exercícios prescritos de reabilitação pulmonar. Ele observou resultados significativamente positivos.

Rawdon notou que quando tocava a gaita por 10 minutos, durante exames de espirômetro de incentivo, as pontuações de capacidade pulmonar eram substancialmente elevadas, depois de tocar o instrumento.

Rawdon relatou seu êxito pessoal ao médico Cesar Keller, do Departamento de Serviços de Transplantes da Flórida.

"Pessoalmente, penso que essa técnica é um acréscimo e um complemento muito bom a todo o processo de recuperação geral de um transplante de pulmão", diz Cesar Keller. "Ela combina uma terapia respiratória excelente com a diversão e produz um resultado imediato, decorrente da execução do instrumento musical", ele explica.

O impacto profundo de tocar a gaita levou Rawdon a compartilhar seu amor pelo instrumento e por sua capacidade de reabilitação com outros pacientes no Grupo de Transplante do Coração e do Pulmão de Jacksonville. Em fevereiro, Rawdon começou a dar aulas de gaita aos demais pacientes, como um exercício de reabilitação pulmonar suplementar. As aulas são divertidas, envolventes e, além disso, trazem benefícios para os pacientes em processo de recuperação pulmonar.

"Estou convencido de que a gaita, para os pacientes de transplante de pulmão, pode ser considerado uma parte de um equipamento legítimo de exercício respiratório", diz Rawdon. "Além de tudo o mais que a gaita passou a representar para mim, é especialmente gratificante ouvir de outros pacientes de transplante que eles também estão se beneficiando o uso da gaita, pelo que estão percebendo".

Rawdon vem trabalhando diligentemente para ajudar a reunir recursos para desenvolver aulas de música de uma forma regular aos pacientes. Ele fez parceria com Chrys Yates, coordenadora do Centro para Humanidades em Medicina da Flórida, para ajudar a angariar suporte para a equipe da Clínica Mayo.

Ele contatou, por iniciativa própria, a Hohner Inc., uma grande fabricante de gaitas, para ajudar a fornecer o instrumento para os pacientes. Depois que Rawson contou sua história sobre a reabilitação com a ajuda da gaita ao presidente e associado de filantropia, a empresa se ofereceu para doar gaitas ao programa de Humanidades em Medicina, garantindo os instrumentos necessários para as aulas.

"A terapia respiratória é inestimável no processo de recuperação de pacientes de doenças pulmonares", explica Keller. "Depois de um transplante de pulmão, o caminho para uma recuperação completa depende, em grande medida, de o receptor do órgão conseguir recuperar sua capacidade funcional, após o processo debilitador de uma doença crônica e progressiva do pulmão. Isso é sempre complicado devido ao forte impacto fisiológico de uma grande cirurgia, como a de transplante de pulmão", ele diz. "Portanto, os papéis da terapia física, os exercícios para recuperar a resistência física e o vigor, bem como os exercícios de respiração para recuperar músculos diafragmáticos e respiratórios são fundamentais no processo de recuperação".

Para mais informações sobre tratamento da fibrose pulmonar idiopática e outras doenças respiratórias na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Pesquisadores da Mayo Clinic decodificam origem do câncer de pâncreas causado por inflamação

Posted on August 14th, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, desvendaram o processo pelo qual uma inflamação crônica do pâncreas, a pancreatite, se transforma em câncer de pâncreas. Os cientistas informam que a descoberta revela formas de identificar pacientes de pancreatite com risco de contrair câncer de pâncreas, bem como a possíveis terapias medicamentosas que podem reverter o processo.

ALERTA DE VÍDEO: Para informações adicionais com áudio e vídeo com o Geou-Yarh Liou, Ph.D., acesse, Mayo Clinic News Network.

O estudo, publicado 5 de agosto no jornal online The Journal of Cell Biology, mapeia a forma com que a inflamação força células acinares no pâncreas — aquelas que produzem as enzimas digestivas — a se transformar em células ductais. Conforme essas células mudam, passam por mutações que podem resultar em maior progresso do câncer de pâncreas, diz o autor principal do estudo, o bioquímico e biólogo molecular da Clínica Mayo Peter Storz, Ph.D.

"Não sabemos porque essas células se reprogramam, mas pode ser porque produzir enzimas em um órgão danificado por uma inflamação pode causar mais danos", diz Peter Storz. "A boa notícia, entretanto, é que esse processo é reversível e nós identificamos uma quantidade de moléculas envolvidas nessa via, que podem ser o alvo no esforço para transformar essas novas células ductais de volta em células acinares, eliminando, com isso, o risco de desenvolvimento de câncer", ele explica.

Os cientistas estão testando a em ratos de laboratórios, a capacidade de medicamentos, já no mercado, de reverter essa transformação que ocorre no pâncreas que resulta em câncer de pâncreas humano. A equipe de pesquisa de Peter Storz traçou o trajeto que leva a inflamação no pâncreas ao desenvolvimento de câncer no órgão. Eles seguiram o que aconteceu, quando macrófagos responderam a um pâncreas inflamado. Macrófagos são um tipo de glóbulo branco que consome material estranho no organismo.

"A crença nesse campo tem sido a de que os macrófagos têm a função de remover células danificadas no órgão", diz Peter Storz. "Descobrimos que elas não são tão benignas assim. Percebemos que, na verdade, os próprios macrófagos provocam a transformação e criam a estrutura para o desenvolvimento do câncer", ele declara.

A equipe de pesquisa também descobriu que, quando o pâncreas está inflamado, o fluido do órgão contém moléculas sinalizadoras que induzem as células acinares a se transformarem em células ductais. Coautor do estudo, o gastrenterologista Massimo Raimondo, M.D., é integrante de uma equipe da Mayo que desenvolveu um método para coletar esse fluido do pâncreas durante uma esofagogastroduodenoscopia de rotina.

"Queremos investigar também se essas duas enzimas podem servir como um sistema de advertência precoce, um marcador do risco do câncer de pâncreas, em pacientes com pancreatite", diz Peter Storz. "Nossa esperança é de podermos detectar esse risco antes que ele se concretize e usar um tratamento que reverta qualquer possibilidade de desenvolvimento do câncer de pâncreas", ele explica.

O estudo foi financiado por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde (CA135102, CA140182 e CA159222), pela Associação Americana da Pesquisa do Câncer e por uma verba dos Programas Especializados de Excelência em Pesquisa (SPORE — Specialized Programs for Research Excellence) da Clínica Mayo.

Entre os coautores do estudo estão Geou-Yarh Liou, Heike Doeppler, Brian Necela, Murli Krishna e Howard Crawford.

Para mais informações sobre tratamento do câncer de pâncreas e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Novo método não invasivo de tratamento da escoliose chega à América Latina como alternativa à cirurgia

Posted on June 10th, 2013 by mayonewsreleases

Uma paciente peruana, Sofía Egües, de apenas 3 anos, afetada por uma escoliose infantil progressiva, recebeu um tratamento denominado Mehta casting (modelagem), com o qual conseguiu superar, em apenas algumas horas, 70% do encurvamento, para finalmente diminuir de 60 para 35 graus a curvatura que afetava sua coluna.

Caso de menina peruana, que sofria de escoliose grave, mobilizou profissionais da Mayo Clinic, que transferiram ao Peru uma técnica de tratamento até agora desconhecida em toda a América Latina.

A técnica, que foi aplicada na Clínica Mayo de Rochester, Minnesota, não estava disponível em nenhum país latino-americano. Diante da patologia grave que a menina apresentava, a organização Infantile Scoliosis Outreach Program (ISOP) dos Estados Unidos deu um treinamento gratuito ao médico Raúl Macchiavello, que cuidava dela. O médico, que é chefe da Unidade da Coluna da Clínica Hogar San Juan de Dios, fez o treinamento gratuito no Children's Hospital de Cincinnati (Ohio). A contribuição do ISOP, junto com outras ações beneficentes de pessoas e empresas, permitiu a Sofía, a seus pais e a seu médico viajar aos Estados Unidos para realizar o tratamento.

Uma história de busca e esforço

A escoliose (do grego skolios, "encurvado") é um desvio da coluna vertebral, que provoca uma curvatura em forma de "S" ou de "C". Diante da dura realidade de Sofía, seus pais não se conformaram com o diagnóstico feito em sua cidade, Lima, segundo o qual a única solução seria a cirurgia corretiva para a implantação de barras de titânio ao longo da coluna, seguida de outras intervenções de manutenção a cada seis meses e, finalmente, uma fusão precoce da coluna aos 8 ou 10 anos de idade.

"Estava totalmente seguro de que tudo isso iria destruir o futuro, o corpo e, provavelmente, o espírito de minha filha. Assim, minha família e eu iniciamos, de imediato, uma busca de outra alternativa para evitar a cirurgia e corrigir o encurvamento de sua coluna", disse o pai Ismael Egües. Para isso, enviaram cartas a médicos de todo o mundo. Entre muitos que receberam o pedido da família Egües estava a médica Noelle Larson, da Clínica Mayo de Rochester, que avaliou o caso e, em pouco tempo, confirmou a viabilidade do tratamento com Mehta casting, seguido de aplicações a cada dois ou três meses, por um período de um ano.

O Mehta casting é um tratamento não invasivo, que inclui a colocação de gesso em torno da coluna e do corpo da criança, o que a obriga a manter a espinha ereta, ao mesmo tempo em que cresce de maneira saudável. O procedimento se inicia com a aplicação de uma técnica denominada EDF Technique, que consiste em realizar uma rotação suave para corrigir o encurvamento e a torsão da coluna vertebral para uma posição normal. A seguir, se coloca o gesso, que deverá ser mantido por dois meses. Depois disso, volta-se a aplicar a técnica EDF.

"Apesar de o casting ter sido usado historicamente para tratar a escoliose, há um interesse renovado em aplicá-lo em crianças, usando-se a técnica do alongamento e desrrotação desenvolvida pela médica Min H. Mehta", disse Noelle Larson, da Clínica Mayo de Rochester. "Consideramos esse método um recurso poderoso, não invasivo, para corrigir essa patologia em crianças que estão em fase de rápido crescimento, tipicamente as com menos de 5 anos de idade. Essas crianças correm um risco maior de progressão da escoliose, visto que ainda lhes restam muitos anos de crescimento. Frequentemente, essas crianças são submetidas a numerosas cirurgias para o tratamento da escoliose. Qualquer avanço nas formas de tratamento não invasivo é um triunfo para os pacientes e suas famílias", declarou.

Os resultados obtidos com o tratamento de Sofía foram surpreendentes. Em menos de um mês, o encurvamento foi reduzido a 10 graus com o uso de um colete rígido, de maneira que, após o procedimento de Mehta casting, o desvio diminuiu de 50 para 35 graus. A comprovação radiológica foi impressionante e as mudanças na vida de Sofía também foram imediatos. Com o passar dos dias, a menina caminhava com maior rapidez que antes e, nas sessões de fisioterapia, mostrava grandes progressos. Apenas dois dias após sua volta à casa já conseguia se manter nas pontas dos pés — algo que nunca havia conseguido antes. E duas semanas mais tarde desceu, pela primeira vez em sua vida, todos os degraus de uma escadaria. Agora, seu corpo é mais equilibrado, o que se nota quando ela caminha ou brinca.

O médico Raúl Macchiavello, por sua vez, conta agora com uma cama especial para EDF Casting Frame, requerida para a realização do tratamento com Mehta casting, o que favorecerá os pacientes que surgirão no futuro, que poderão receber o mesmo tipo de tratamento. "Tudo isso se tornou possível graças ao grande coração de muitas pessoas no Peru e de todo o mundo, que nos ajudaram a percorrer nosso caminho, e especialmente a Deus, que assim o quis", afirmou o pai de Sofía. "Porém, devemos mencionar especialmente a médica Min H. Mehta, que desenvolveu essa técnica, a médica Noelle Larson da Clínica Mayo, pois, sem sua ajuda, nada teria acontecido, e Heather Hyatt-Montoya do ISOP, por seu grande coração. Agora, muitas crianças de nosso país terão esperança de crescer, de se desenvolver e de ser feliz, como todas as crianças do mundo", ele declarou agradecido.

Para mais informações em português, visite http://www.mayoclinic.org/portuguese/.

Os jornalistas podem se inscrever como membros da Rede Informativa da Clínica Mayo em http://newsblog.mayoclinic.org/ e receber as últimas notícias sobre saúde, ciência e pesquisa, bem como para ter acesso a vídeos, áudios, textos e elementos gráficos, que podem ser baixados ou integrados.

Para mais notícias sobre a Clínica Mayo, visite o site http://www.mayoclinic.org/news/. O MayoClinic.com está disponível como fonte para reportagens da área de saúde.

Terapia intervencionista para AVC precisa ser ainda mais avaliada em estudos clínicos, afirmam pesquisadores da Mayo Clinic

Posted on June 6th, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — A introdução de um dispositivo na artéria cerebral de um paciente que sofre um acidente vascular cerebral (AVC), que recolhe e remove o coágulo, ou libera medicamento para dissolver o bloqueio da artéria, deveria ser usado, basicamente, no escopo de um estudo clínico, segundo a equipe de neurologistas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

ALERTA DE VÍDEO: O médico Kevin Barrett fala sobre acidente vascular cerebral; já disponível na Mayo Clinic News Network.

Em um artigo publicado na edição de 29 de maio do periódico Mayo Clinic Proceedings, os médicos afirmam que o uso de dispositivos, método conhecido de forma geral como terapia endovascular do acidente vascular cerebral, deveria ser limitado, principalmente a estudos clínicos. Isso é necessário, segundo os especialistas, para determinar quais pacientes podem se beneficiar desses dispositivos e quais são os riscos de tais procedimentos intervencionistas em comparação com o padrão atual de tratamento de acidente vascular cerebral isquêmico. O acidente vascular cerebral isquêmico, que é a forma mais comum de AVC, resulta de uma obstrução que restringe o fluxo de sangue no cérebro.

Cada vez mais médicos especialistas em AVC utilizam os procedimentos intervencionistas, portanto, a recomendação de limitação de seu uso será controversa, reconhece o codiretor médico do Centro de AVC da Clínica Mayo da Flórida, Kevin Barrett, M.D.

Kevin Barrett é coautor do artigo, juntamente com os neurologistas vasculares da Clínica Mayo da Flórida James Meschia, M.D., e Thomas Brott, M.D.

"O uso continuado de terapia endovascular do AVC fora de estudos clínicos vai atrasar ainda mais as possibilidades de identificar os pacientes que podem, com maiores chances, de se beneficiar do procedimento, dentro de uma faixa aceitável de risco", diz Kevin Barrett. "Usá-la como parte de uma prática clínica rotineira, sem estudar sua eficácia em um ambiente controlado, vai limitar os avanços da ciência no tratamento do acidente vascular cerebral", afirma.

O artigo foi preparado para dar um nova perspectiva sobre o assunto e responder questões que surgiram depois da publicação, em 7 de março, de um estudo no The New England Journal of Medicine. O relatório do estudo concluiu que a terapia endovascular, usada depois da terapia padrão para AVC — com o ativador do plasminogênio tecidual recombinante (rtPA — recombinant tissue plasminogen activator) — ofereceu resultados similares de segurança e nenhuma diferença significativa em benefício do uso de rtPA isoladamente. O relatório se baseou em resultados de um estudo clínico com 656 pacientes, conhecido como o "Terceiro Controle Interventivo do AVC (IMS III — Third Interventional Management of Stroke).

Informações adicionais

O uso do rtPA é o padrão de tratamento desde 1996. A droga, aplicada por via intravenosa, se une aos coágulos e os dissolve, para restaurar o fluxo de sangue. Mas, este medicamento precisa ser usado em um período de três a 4,5 horas, contadas a partir do início dos sintomas de AVC. No caso de o tratamento com rtPA se tornar inseguro, por já ser tardio, ou de haver uma contraindicação para o uso da droga, a terapia endovascular é oferecida usualmente como uma estratégia alternativa de tratamento, em centros especializados em tratamento intraarterial de AVC.

No estudo IMS III, foi testado o uso de diversos métodos de tratamento endovascular, seguindo a administração de rtPA por via intravenosa. Um foi com o cateter Merci, o primeiro dispositivo mecânico de remoção de coágulos a ser aprovado (em 2004) pela FDA (U.S. Food and Drug Administration, o órgão de controle de comercialização de alimentos e medicamentos dos EUA). À época da aprovação, não havia evidência publicada de que o dispositivo era superior ao uso de rtPA por via intravenosa, isoladamente, explica Kevin Barrett. O dispositivo, em forma de saca-rolhas, é levado ao cérebro pela artéria femoral a partir da virilha e "agarra" e remove o bloqueio de coágulo. O outro método frequentemente usado era o tratamento com rtPA, aplicado diretamente no coágulo de sangue por dentro da artéria.

Há críticas ao IMS III devido ao uso pouco frequente da nova geração de dispositivos endovasculares. Esses dispositivos usam um fio guia para levar um stent que pode ser retirado, que agarra o coágulo e o remove. "A diferença entre o uso de stents para AVC agudo e o uso de stents para artérias bloqueadas do coração é a de que os stents cardiovasculares são implantados permanentemente dentro da artéria", explica o médico.

Conclusões

"Nossa conclusão é a de que a soma de evidências, neste ponto, é a de que a terapia com rtPA deveria permanecer como o padrão de tratamento de pacientes aos quais se pode administrar a droga dentro do período de três a 4,5 horas, depois do início do AVC. E a terapia endovascular do AVC deveria ser usada dentro de um contexto de estudo clínico, sempre que possível", diz Kevin Barrett.

A terapia endovascular não apresentou maior benefício clínico aos pacientes do que a terapia com rtPA. Além disso, a velocidade com que esses dispositivos podem ser usados é uma preocupação, em vista dos resultados apresentados pelo IMS III, ele acrescenta.

A Clínica Mayo da Flórida oferece diversos estudos clínicos de procedimentos endovasculares, com pacientes de acidente vascular cerebral, incluindo um protocolo chamado EARLY, que coloca os pacientes, de forma aleatória, em terapia com rtPA por via intravenosa ou em terapia endovascular precoce. "Pensamos que a terapia endovascular provavelmente pode exercer um papel na terapia de AVC agudo, mas ainda não identificamos o grupo de pacientes que irá se beneficiar mais dela", diz Kevin Barrett. "A única forma de obtermos essa resposta é fazendo estudos clínicos prospectivos bem projetados", declara.

Para mais informações sobre tratamento de acidente vascular cerebral na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Mais aventuras esperam pela sobrevivente de câncer de pâncreas de 31 anos

Posted on May 29th, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Dorylee Baez vive destemidamente. Seja "voando" em uma tirolesa (zip line) ou organizando o primeiro grupo de apoio a pacientes de câncer de pâncreas em Porto Rico, ela mergulha na vida com entusiasmo.

A assessora acadêmica da Universidad del Este em Carolina, Porto Rico, extrai seu estilo de aconselhamento de suas próprias experiências como uma mulher que supera obstáculos e cumpre objetivos.

Para começar, Dorylee Baez frequentou a faculdade e trabalhou, ao mesmo tempo, para cuidar de sua mãe enferma que, afinal, morreu aos 43 anos, de complicações do lúpus. Após o falecimento de sua mãe — e para honrar sua memória — Dorylee foi em frente e se formou em educação, fazendo, em seguida, mestrado em administração educacional de nível universitário.

Então, aos 29, Dorylee descobriu que tinha um tumor grande em pâncreas.

Ela foi à primeira consulta com um médico por causa de vômitos, que poderiam ou não estar relacionados com sintomas de mononucleose. "Pensei que havia contraído essa doença de minha sobrinha", ela lembra. Uma ultrassonografia mostrou calcificações suspeitas em seu baço e no limite superior do fígado. Uma tomografia computadorizada e um IRM revelaram uma massa cobrindo a cabeça do pâncreas.

"Meu primeiro pensamento foi o de que isso iria trazer ainda mais sofrimento para minha família", diz Dorylee. Ela sabia pouco sobre câncer do pâncreas, então. "Eu não sabia o que fazer, mas meus amigos e familiares me apoiaram, mesmo sem ter consciência de que as probabilidades estavam contra mim", ela recorda.

As probabilidades realmente não eram encorajadoras. Dorylee soube, à época, que o câncer de pâncreas é a quarta maior causa de mortes relacionadas com o câncer. É difícil de tratar porque, frequentemente, não apresenta sintomas, pelo menos até que a doença já esteja em estágio avançado. A localização do pâncreas, mais profunda no abdômen, torna a detecção difícil, mesmo com as mais novas técnicas de imagem.

Seus médicos em Porto Rico recomendaram uma cirurgia, mas encontrar um cirurgião com a experiência apropriada se mostrou difícil. Ela veio à Clínica Mayo em 2011, confiando na expertise dos cirurgiões da clínica para realizar um procedimento complexo, chamado duodenopancreatectomia (ou cirurgia de Whipple) — uma cirurgia para remover o tumor e preservar as partes saudáveis do pâncreas, necessárias para a produção de enzima e de insulina.

Para os pacientes cujo câncer ainda não se espalhou para além do pâncreas, como era o caso de Dorylee, a cirurgia de Whipple pode ser uma opção de tratamento. A primeira etapa da cirurgia de Whipple envolve a remoção de cerca da metade do pâncreas. A maioria da primeira parte do intestino delgado (duodeno) também é removida, junto com a vesícula biliar e uma porção do ducto biliar, que drena a bile do fígado para os intestinos através do pâncreas.

Além disso, uma veia (a veia porta) passa logo abaixo do pâncreas e, em alguns casos, o câncer pancreático pode crescer a ponto de envolver a veia porta. Se isso acontece, parte da veia também precisa ser removida durante a cirurgia de Whipple, para se ter certeza de que todo o câncer é retirado.

Depois que todas essas estruturas forem removidas, há uma segunda etapa da cirurgia de Whipple que inclui a reconstrução e a religação das partes restantes do pâncreas, do ducto biliar e do intestino delgado, de forma que o organismo continue a receber e digerir alimentos apropriadamente.

"O tumor foi localizado dentro da cabeça do pâncreas", explica o cirurgião hepatobiliar da Clínica Mayo Horacio Asbun, especializado em cirurgia do pâncreas. "De 60% a 70% do pâncreas de Dorylee estava em boas condições, o que permitia a função normal do órgão", ele diz.

O gastrenterologista da Clínica Mayo Michael Wallace, especializado em procedimentos e imagens de endoscopia minimamente invasivos, explica que o tipo de lesão no pâncreas de Dorylee era pré-maligno, significando que se tornaria maligno se não fosse removido. O fato de o câncer haver sido detectado ainda nesse estágio foi fundamental para ajudar Dorylee a se recuperar totalmente.

Na Clínica Mayo, Dorylee descobriu que o tumor em seu pâncreas era um tipo muito raro que, normalmente, afeta mulheres jovens.

Seis meses depois da cirurgia, Dorylee retornou à Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, e passou por um check-up, no qual foi bem-sucedida, e aproveitou para passar as férias em Orlando, com seu irmão e sobrinhas — depois da confirmação dos médicos da Clínica Mayo de que estava tudo bem com ela e que podia ir em frente e se divertir nas montanhas-russas.

No ano passado, Dorylee aproveitou seu tempo livre para tentar novas aventuras, como a tirolesa, parasailing (paraquedas puxado por barco), exploração de cavernas — tudo em belas localidades de Porto Rico.

"Eu queria saltar de paraquedas no ano passado, quando fiz 30 anos, mas eu estava em um hospital, passando por uma cirurgia, de forma que meus planos foram adiados", conta Dorylee.

Adiados, talvez, mas não cancelados. As aventuras e os planos profissionais de Dorylee estão de volta aos trilhos, agora com uma nova determinação. Em 2012, Dorylee fundou um grupo de apoio a pacientes de câncer de pâncreas em Porto Rico e continua orientando estudantes na Universidad del Este.

"Eu uso um pouco da minha personalidade e experiências pessoais para ajudar meus estudantes a pesar alternativas", diz Dorylee. "Ao colocar tudo no papel, você pode lidar com qualquer coisa e, se você consegue ver seus objetivos com clareza, você pode realizar qualquer coisa", ela acrescenta.

"Sou uma professora de coração e me dá um grande orgulho saber que meus estudantes podem ver minha vida como um encorajamento para eles realizarem seus sonhos, da forma que eu realizei o meu", diz Dorylee.

Sobre sua experiência clínica, Dorylee está "mais do que satisfeita com o tratamento oferecido pela Clínica Mayo", ela afirma. "Os médicos Michael Wallace e Horacio Asbun explicaram em detalhes o que estava acontecendo com meu pâncreas e quais eram as opções. Foi uma grande quantidade de informação, mas, para cada pergunta que eu tinha, os médicos e toda a equipe que cuidou de mim sempre me deram todas as respostas", ela afirma.

"Eu me sinto bem. Pronta para me divertir".

Para mais informações sobre tratamento de câncer de pâncreas e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Mayo Clinic: Marcador molecular dos sucos pancreáticos ajuda a identificar o câncer de páncreas

Posted on May 21st, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Pesquisadores da Clínica Mayo, em Jacksonville, Flórida, desenvolveram um método promissor de distinguir entre o câncer de pâncreas e a pancreatite crônica – dois distúrbios que são difíceis de diferenciar. Um marcador molecular, obtido dos s— cos pancreáticos, pode identificar quase todos os casos de câncer, de acordo com o estudo dos pesquisadores. A descoberta está sendo apresentada na Semana das Doenças Digestivas de 2013, em Orlando, Flórida.

"Muitos pesquisadores vêm trabalhando nesse tipo de exame para diagnóstico há muito tempo — há cerca de 20 anos, eu creio", diz o principal pesquisador do estudo, o gastrenterologista da Clínica Mayo en Florida, Massimo Raimondo, M.D. "Mas, pela primeira vez, encontramos um candidato muito forte a marcador molecular", ele explica.

"Todos nós queremos um método infalível de detectar o câncer do pâncreas em nossos pacientes, para que possamos administrar a terapia apropriada o mais rápido possível", ele diz. "Embora saibamos que será necessário fazer mais pesquisas, incluindo para confirmar nossa descoberta, não podemos deixar de nos entusiasmar com esse avanço", declara.

O câncer de pâncreas e a pancreatite crônica produzem os mesmos sinais de que há um problema no órgão, tais como inflamação. Mas o câncer de pâncreas é uma doença que ameaça a vida e que, por isso, precisa ser tratada de forma imediata e agressiva, diz Massimo Raimondo.

A equipe de pesquisa, que incluiu pesquisadores da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota, testou um método que examinou secreções do pâncreas durante uma endoscopia digestiva alta (esofagogastroduodenoscopia) de rotina.

Quando há suspeita de que o paciente pode ter pancreatite crônica ou câncer de pâncreas, os médicos usam um endoscópio flexível fino para examinar o trato digestivo superior. Nesse estudo, durante endoscopias de rotina, os médicos injetaram a substância secretina por via intravenosa, para enganar o pâncreas, indicando-lhe que o estômago continha alimentos e que, portanto, precisava de sua ajuda para digeri-los. O órgão então secretou o suco, rico em enzimas, para ajudar a decompor a comida, junto com células esfoliadas, permitindo aos pesquisadores coletar um pouco desse fluido.

Eles examinaram o suco em busca de marcadores que pudessem ajudar a distinguir entre as duas doenças. Descobriram que o gene alterado CD1D, como um marcador isolado, foi detectado em 75% dos pacientes que, mais tarde, foram diagnosticados com câncer de pâncreas. Esse gene estava presente em apenas 9% dos pacientes com pancreatite crônica.

"O gene CD1D foi um marcador de secreção pancreática muito melhor do que qualquer outro já testado para identificar o câncer de pâncreas", disse o gastrenterologista da Clínica Mayo.

A equipe de pesquisa está trabalhando para melhorar ainda mais a precisão desse método promissor de diagnóstico molecular.

"Esses resultados das amostras coletadas cuidadosamente por Massimo Raimondo são realmente estimulantes e têm implicações claras na prática", diz o coautor do estudo David Ahlquist, M.D., que liderou a equipe de laboratório colaboradora da Clínica Mayo de Rochester. Chegar a uma precisão do diagnóstico bem acima de 90% é uma meta possível", ele afirma.

Quando tal teste biomarcador for aperfeiçoado, ele poderá ser usado não apenas para distinguir o câncer de pâncreas da pancreatite crônica, mas também, potencialmente, como um exame para diagnosticar câncer de pâncreas em pacientes de alto risco, disse Massimo Raimondo.

O estudo foi financiado por verbas da Fundação Charles Oswald.
Para mais informações sobre tratamento de pancreatite crônica, câncer de pâncreas e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Sobre o Centro de Câncer da Mayo Clinic

Como uma importante instituição financiada pelo Instituto Nacional do Câncer, o Centro de Câncer da Clínica Mayo conduz pesquisas básicas, clínicas e da ciência da população, traduzindo descobertas em métodos aperfeiçoados de prevenção, diagnóstico, prognóstico e tratamento.

Mayo Clinic descobre que agente experimental inibe crescimento do câncer de rim comum em todos os seus estágios

Posted on May 1st, 2013 by mayonewsreleases

JACKSONVILLE, Flórida — Pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida, descobriram uma proteína que se mostrou excessivamente ativa em todas as amostras de câncer de rim que examinaram. Também descobriram que um agente experimental, desenvolvido para bloquear a atividade da proteína, reduziu de forma significativa o crescimento do tumor em animais, quando usada isoladamente. Quando combinado com outro agente já em uso para tratar o câncer, isso melhorou a eficácia de ambos.

A descoberta, publicada na edição online de 30 de abril da revista Clinical Cancer Research, oferece uma nova direção, desejável e possível, para o tratamento de carcinomas de células renais de células claras, que respondem por quase 85% dos casos de câncer de rim nos Estados Unidos. Mais de 57 mil diagnósticos de câncer de rim são feitos nos EUA por ano, com mais de 13 mil mortes.

"Há uma necessidade clara de novas terapias para esse tipo comum de câncer. Com poucas exceções, os pacientes inevitavelmente se tornam resistentes a todos os tipos de tratamento disponíveis", diz o pesquisador sênior do estudo, o biólogo molecular John A. Copland, Ph.D.

As descobertas podem ser relevantes para o tratamento de outros tipos de câncer, diz Christina von Roemeling, principal autora do estudo. A proteína identificada pelos pesquisadores é produzida pelo gene estearoil-CoA dessaturase 1 (SCD1), que também é, como se descobriu, excessivamente ativo em alguns outros tipos de câncer, como os de pulmão, estômago, mama, próstata, ovário e cólon.

"Esse é um gene que é altamente ativo em muitos outros tipos de câncer e pode ser que o agente que testamos venha a trazer novas possibilidades clínicas para o tratamento de todos eles", diz Christina von Roemeling.

A droga experimental, A939572, é uma inibidora direcionada da proteína SCD1. "Descobrimos que é incrivelmente específica para células cancerosas, ao examinar, em laboratório, camundongos tratados com esse agente, de forma que não se observou efeitos colaterais perceptíveis", diz John Copland. "Mas, apenas estamos iniciando os testes com esse agente para tratamento do câncer", explicou.

A SCD1, além de ser ativa em alguns tipos de câncer, também está sendo pesquisada para se descobrir o seu papel na promoção da obesidade e do diabetes, dizem os pesquisadores. Cientistas estão testando a A939572 como um antidoto para esses problemas de saúde.

Os cientistas da Clínica Mayo realizaram exames de genoma de amostras de tecidos de 150 pacientes com câncer de rim, com representação de todos os estágios da progressão do câncer, para identificar genes que apresentaram, significativamente, uma expressão excessiva, em comparação com amostras de tecidos não cancerosos. A SCD1 foi uma de suas maiores descobertas.

Então, eles desativaram a SCD1 em células de câncer de rim em laboratório e descobriram que as células dos tumores pararam de crescer e uma grande parte morreu.

A seguir, os pesquisadores testaram a droga A939572 e a temsirolimus, uma droga com aprovação federal para o tratamento de câncer de rim. Descobriram que o uso de qualquer dos agentes isoladamente reduziu o crescimento do tumor em até 25%, em estudos com camundongos. Mas o uso das duas drogas juntas, em doses menores, reduziu o crescimento dos tumores de 60 a 70%.

"A sinergia entre as duas drogas foi surpreendente e isso sugere que haverá benefícios clínicos significativos para os pacientes", diz John Copland.

Christina von Roemeling diz que a expressão da proteína SCD1 oferece um novo biomarcador molecular de prognósticos de câncer de rim, que pode orientar a terapia. "Pacientes, cujos tecidos de câncer expressam altos níveis dessa proteína, provavelmente podem ser tratados com drogas contra a SCD1", diz.

O estudo foi financiado por verbas do Instituto Nacional do Câncer (R01CA104505, R01CA136665, R01CA104505-05S1); do Fundo com Dotações para a Pesquisa do Câncer de Rim David e Lois Stulberg; do Fundo para a Pesquisa do Câncer de Rim Mr. e Mrs. Ompal Chauhan; do Fundo de Pesquisa do Câncer de Rim da Clínica Mayo de Flórida; da dotação de James C. e Sarah K. Kennedy para Desenvolvimento de Carreira em Pesquisa para Médicos da Clínica Mayo; da Fundação Scheidel; da Auxiliar do Estado da Flórida da Fraternidade da Ordem das Águias; e de uma verba para a pesquisa de tipos raros de câncer de Dr. Ellis e Dona Brunton.

Para mais informações sobre tratamento de câncer de rim e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

Perguntas e Respostas: Diabetes

Posted on April 25th, 2013 by mayonewsreleases

Sonia Murgueytio Jurado, dietista registrada da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, explica as ideias básicas do livro "A Dieta da Clínica Mayo para o Diabetes".

O último estudo realizado no Brasil mostrou que a prevalência do diabetes no país é de aproximadamente 7,6%, para a população na faixa etária de 30 a 69 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. O Ministério da Saúde, por sua vez, trabalha com uma prevalência de 11%, para a população com mais de 40 anos. De qualquer forma, é uma grande população que tem de se cuidar.

O diabetes, como se sabe, é uma doença que não tem cura. Mas pode ser controlada, o que permite ao diabético levar uma vida tranquila, apesar da doença. Uma das formas de controle do diabetes é a alimentação saudável e balanceada. Nem é preciso uma dieta especial.

Por isso, a nutricionista da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, Sonia Murgueytio Jurado, recomenda o livro, A Dieta da Clínica Mayo para o Diabetes, que pode ajudar os diabéticos a levar uma vida mais saudável. Nesta entrevista, ela explica as bases da dieta.

O diabético precisa fazer uma dieta especial por causa da doença?
Não, a pessoa que tem diabetes não precisa fazer uma dieta especial ou exclusiva para lidar com a doença. No entanto, uma dieta saudável e balanceada é importante para o controle do diabetes, bem como para evitar problemas de saúde a longo prazo.

Toda dieta saudável deve incluir uma quantidade generosa de verduras e frutas, que sejam frescas ou congeladas, e quantidades moderadas de grãos integrais, carboidratos complexos e também gorduras não saturadas, que são benéficas à saúde cardiovascular. Durante a digestão, o organismo converte os carboidratos em glicose que entra na corrente sanguínea. Portanto, é preciso prestar atenção na quantidade de carboidratos ingeridos diariamente, para mantê-la dentro dos níveis recomendados na dieta. A dieta saudável ajuda a pessoa a perder peso e a controlar os níveis de glicose (ou açúcar) no sangue.

Como o diabético deve planejar suas refeições?
Quando se é diabético, é importante comer os alimentos adequados, nas quantidades apropriadas, para manter estáveis os níveis de glicose no sangue e, ao mesmo tempo, conseguir o equilíbrio desejado de nutrientes. Quando for escolher carboidratos, deve ser certificar de que sejam carboidratos complexos como, por exemplo, pães, arroz e massas integrais, assim como cereais de grãos integrais. Deve consumir uma quantidade de carboidratos complexos equivalente à — ou próxima da — metade do número total de calorias diárias previstas na dieta. E tentar consumir aproximadamente a mesma quantidade de carboidratos em cada refeição, todos os dias.

Quanto às proteínas e lácteos, deve preferir legumes, como feijão, soja, lentilha, ou carnes magras, como a do peixe, carne de aves sem pele e produtos lácteos com baixo teor de gordura ou sem gordura. As frutas e verduras (não cozidas) formam a base de uma dieta saudável. Portanto, o consumo de uma quantidade generosa de frutas e verduras é recomendável. Entretanto, sempre que possível, deve consumir mais verduras do que frutas, uma vez que a maioria das frutas contém açúcares naturais, que devem ser levados em conta na soma da ingestão total de carboidratos no dia.

Por fim, precisa incluir em sua dieta uma quantidade moderada de gorduras saudáveis (monoinsaturadas e poli-insaturadas), como as encontradas nos óleos vegetais, nozes, azeitonas e pescados.

Mas ainda pode ter algum açúcar em sua dieta?
No passado, se recomendava que as pessoas diabéticas evitassem o consumo de qualquer tipo de doce. No entanto, informações mais recentes, baseadas em comprovação científica, indicam que isso não é necessário. O importante é consumir doces ou qualquer coisa com açúcar apenas ocasionalmente, para manter uma alimentação balanceada, que esteja dentro do plano de nutrição.

Lembre-se de que, embora cada tipo de carboidrato possa afetar de maneira diferente seu nível de glicose no sangue, é a quantidade total de carboidratos consumidos nas refeições o que mais conta. No entanto, é recomendável que o diabético meça o nível de glicose no sangue, para conferir se ele está muito alto e, se for o caso, tomar as medidas necessárias para baixá-lo.

Finalmente, leve em consideração que os doces e açúcares em geral constituem uma fonte de alimentação de alto teor calórico e sem valor nutricional. Assim, tanto quanto possível, prefira alimentos mais saudáveis para a sobremesa e limite os doces a 75 calorias por dia.

Que tipos de frutas contêm mais açúcar?
Quando consumir frutas secas, como passas, tâmaras ou maçãs secas, faça-o com moderação. Ainda que a fruta seca seja saudável, ela contém muitas calorias em cada porção. Frutas frescas ou enlatadas (no suco ou com água), frutas congeladas sem adição de açúcar ou sucos de fruta puros (quatro onças ou 118,3 mililitros ao dia) podem ser opções mais saudáveis.

O que os diabéticos devem cortar em sua alimentação? Devem evitar carboidratos?
Uma dieta balanceada inclui todos os grupos alimentícios. Portanto, não se recomenda as dietas com baixo conteúdo de carboidratos. Essas dietas contêm, geralmente, alto teor de gorduras saturadas e colesterol. E, ao mesmo tempo, limitam o consumo de refeições saudáveis, como frutas, vegetais e grãos integrais. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a quantidade mínima de carboidrato recomendado para consumo diário é de 130 gramas por dia.

Como posso perder peso se tenho diabetes?
A melhor forma de perder peso é manter uma dieta saudável e balanceada. E, ao mesmo tempo, praticar mais atividades físicas. Mas não se esqueça de levar em conta as limitações físicas ou as recomendadas pelo médico, antes de iniciar qualquer tipo de prática de exercícios físicos.

Para informações sobre tratamento para a diabetes disponíveis na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.