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Posted by mayonewsreleases (@mayonewsreleases) · Feb 20, 2013

Combinação de Avastin com outra droga promete ajudar no combate ao câncer de cérebro, diz a Mayo Clinic

JACKSONVILLE, Flórida — A droga bevacizumabe, também conhecida como Avastin, faz tumores encolherem, por curto tempo, em pacientes com um câncer de cérebro agressivo, conhecido como glioblastoma multiforme. Mas os tumores voltam a crescer e se espalham pelo cérebro, por razões que não haviam sido entendidas anteriormente. Agora, pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville, na Flórida, descobriram porque isso acontece. Eles também descobriram que a combinação de Avastin com outra droga contra o câncer, o dasatinibe, pode interromper a disseminação letal da doença. O dasatinibe é aprovado para uso em diversos tipos de câncer de sangue.

A descoberta, baseada em um estudo com animais, está descrita na edição online de 14 de fevereiro do jornal PLOS ONE. Com base nesses resultados, a Clínica Mayo já conduziu um estudo clínico de fase I, no qual testou a combinação do bevacizumabe com o dasatinibe em pacientes com glioblastoma, para os quais outras terapias falharam.

A Mayo está realizando agora um estudo clínico randomizado de fase II com 100 pacientes, através da Aliança para Estudos Clínicos em Oncologia, uma rede de estudos clínicos apoiada pelo Instituto Nacional do Câncer.

"Estamos bastante encorajados. Essa descoberta pode, possivelmente, beneficiar muitos pacientes com câncer", diz o coautor do estudo Panos Z. Anastasiadis,Ph.D., diretor do Departamento de Biologia do Câncer da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. Trabalharam com ele pesquisadores e oncologistas das unidades da Clínica Mayo na Flórida e Minnesota.

A pesquisa começou quando Anastasiadis, um cientista que estuda a aderência e a migração de células, falou em um seminário com um grupo de oncologistas que tratam tumores do cérebro. A questão da invasão induzida do bevacizumabe veio à tona e um trabalho de colaboração para estudar o assunto foi rapidamente estabelecido e financiado por uma verba do Programa Especializado de Excelência em Pesquisa da Clínica Mayo (SPORE – Mayo Clinic Specialized Program of Research Excellence) para câncer do cérebro, um entre apenas quatro existentes nos EUA.

A questão da agressividade induzida do bevacizumabe não se limita ao câncer do cérebro, diz Anastasiadis.

"Embora o Avastin ofereça benefícios claros a alguns pacientes, os oncologistas notaram que, quando muitos tipos de câncer voltam a crescer depois do uso do Avastin, eles se tornam agressivos e invasivos", ele diz.

A equipe descobriu que, conforme os tumores do cérebro se tornam mais agressivos depois do uso de bevacizumabe em camundongos, os cânceres começam a induzir uma família de cinases, conhecidas como Src, que, então, ativam as proteínas localizadas nas bordas dos tumores cerebrais. Essencialmente, essas proteínas fazem as células cancerosas "criar pernas", o que as ajudam a se mover e encontrar novas fontes de nutrição no organismo, diz Anastasiadis.

"Drogas antiangiogênicas, como o Avastin, privam as células cancerosas de nutrientes do sangue, de forma que os tumores se encolhem inicialmente. Mas acreditamos que essa privação age como um interruptor que ativa as proteínas que ajudam as células do câncer a migrar para outras partes do cérebro, em busca de sangue", ele diz. "Em resumo, se o Avastin não permite ao tumor fazer novos vasos sanguíneos para se alimentar, o tumor se desloca para outros vasos sanguíneos", ele explica.

Os pesquisadores testaram, então, o dasatinibe, uma droga que inibe cinases Src. Descobriram que, enquanto o uso isolado do bevacizumabe ou do dasatinibe não traz muitos benefícios em modelos camundongos do glioblastoma humano, o uso de ambos resultou no encolhimento dos tumores e no bloqueio de qualquer disseminação subsequente.

"Se você bloquear a migração, as células são forçadas a ficar juntas e, quem sabe, morrer por falta de nutrição", diz Anastasiadis.

Os pesquisadores vão trabalhar, a seguir, na identificação dos pacientes que podem se beneficiar mais do novo tratamento, dos que não podem e por quê.

O estudo foi financiado por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde R01CA100467 e R01NS069753.

Para mais informações sobre tratamento de câncer de cérebro e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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