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Started by Paul Scotti (@pscotti) · Thu, Jun 5 at 2:35pm EDT

Estudo ALTTO sobre terapia combinada anti HER2, no Câncer de Mama, indica que um único agente, o Trastuzumabe, permanece como o padrão ouro de tratamento

CHICAGO — No maior estudo clínico já realizado para analisar a eficácia do tratamento do câncer de mama HER2 positivo, com um ou com a combinação de dois medicamentos, os pesquisadores relataram que o uso do lapatinibe (Tykerb) não apresentou  benefício ao tratamento auxiliar padrão com trastuzumabe (Herceptin), conforme apresentado durante o  50º encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO — American Society of Clinical Oncology).

Resultados do estudo clínico de fase III ALTTO (Adjuvant Lapatinib and/or Trastuzumab Treatment Optimization Study) demonstraram que ao acrescentar lapatinibe ao tratamento com trastuzimabe e quimioterapia não melhorou os resultados gerais para os pacientes (definidos como sobrevida livre da doença ou sobrevida total) e que o uso de lapatinibe aumentou de forma significativa a toxicidade do tratamento.

“Essas descobertas sugerem que o tratamento auxiliar padrão (pós-cirúrgico) no estágio inicial do câncer de mama HER2 positivo deve continuar sendo com o uso de trastuzumabe, em combinação com a quimioterapia”, diz a vice-diretora geral do Centro de Câncer da Clínica Mayo (Mayo Clinic Cancer Center) Edith A. Perez, que também é diretora do Programa de Genômica Translacional do Câncer de Mama (Breast Cancer Translational Genomics Program) da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida.

“O estudo clínico ALTTO não confirmou a hipótese em estudo de que a adição do lapatinibe ao trastuzumabe, de forma simultânea ou consecutiva, melhoraria o resultado geral para o paciente (o que era a meta principal do tratamento)”, diz. “Esses resultados foram uma surpresa, mas também foram muito importantes, porque havíamos formulado a hipótese – e tínhamos esperanças – de que o bloqueio duplo da HER2, com o uso de dois agentes anti-HER2, iria trazer mais benefícios para o paciente, em comparação com uma única terapia anti-HER2”, explica.

Edith Perez acrescenta que as descobertas também foram decepcionantes já que  não confirmaram o beneficio de usar as duas terapias anti-HER2, que havia sido previsto no estudo clínico NeoALTTO, que testou as terapias antes da cirurgia para remover o câncer (chamada terapia neo-auxiliar). Alguns benefícios positivos importantes foram observados no estudo ALTTO, como melhores resultados de forma geral para todos os pacientes e também o baixo risco de toxicidade cardíaca.

A fase III do estudo clínico, com 8.381 participantes, de 44 países, foi apoiada pelo Grupo Norte-americano do Câncer de Mama (NABCG – North American Breast Cancer Group), sediado nos Estados Unidos, pelo Grupo Internacional da Mama (BIG – Breast International Group), de Bruxelas, Bélgica, pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Glaxo SmithKline. A NABCG consiste de seis grupos cooperativos de estudos clínicos financiados pelo Instituto Nacional do Câncer (National Cancer Institute). A NCI faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health).

Edith Perez e a professora da oncologia da Université Libre de Bruxelles, Bélgica, Martine Piccart,são co-coordenadoras do ALTTO. Martine Piccart é a principal pesquisadora do BIG, instituição que fundou em 1996. Dra. Piccart apresentou os resultados do estudo NeoALTTO no Simpósio do Câncer de Mama, de San Antonio, em 2013.

Edith Perez prevê que os resultados do ALTTO terão um longo alcance, porque sugerem que a melhor resposta patológica completa (pCR – pathological complete response) nos estudos clínicos neoadjuvantes de pacientes com câncer de mama HER2 positivo, pode “não ser indicativa de resultados por longo prazo de um tratamento específico na configuração adjuvante”.

Quando a terapia é feita antes da cirurgia (chamada terapia neoadjuvante), os patologistas podem examinar tecidos removidos da mama em busca de evidência da pCR – ausência total de câncer. Os pesquisadores e os médicos querem saber, no entanto, se a pCR, depois do tratamento neoadjuvante, está de fato ligada a melhores resultados no tratamento do câncer de mama HER2 positivo em estágio inicial.

“A medida pCR obtida em estudos clínicos neoadjuvantes está sendo cada vez mais usada como um marcador  dos resultados para os pacientes em estudos adjuvantes. Os resultados do estudo ALTTO sugerem que a pCR não é um fator que prediz, confiavelmente, os benefícios de longo prazo, quando se comparam dois tratamentos”, diz Edith Perez.

“O fato é que esses resultados adjuvantes do estudo ALTTO questionam toda a forma com que o tratamento e a pesquisa do câncer de mama vem sendo desenvolvidos nos últimos anos – isto é, valer-se da pCR de estudos neoadjuvantes como medida  do resultado de longo prazo”, diz. “Acreditamos que os resultados serão difíceis para serem absorvidos na prática real, mas irão, no final das contas, guiar nossa pesquisa clínica”.

As descobertas específicas do estudo ALTTO foram apresentados durante o ASCO.

Para mais informações sobre tratamento do câncer de mama e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie e-mail para intl.mcj@mayo.edu. Para mais informações em português, visite mayoclinic.org/portuguese/.

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CONTACTO: Guta Bacelar, 305-598-0125, gbacelar@bellsouth.net

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