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Posted by mayonewsreleases (@mayonewsreleases) · Sep 26, 2012

O diagnóstico e a cirurgia de câncer de próstata podem gerar ansiedade, depressão e pior qualidade de vida

JACKSONVILLE, Flórida, 25 de setembro de 2012 — Homens que se submetem à remoção de câncer de próstata podem sofrer de ansiedade, em níveis significativos, em um ano após a cirurgia. E os altos níveis de ansiedade parecem decorrer de baixa satisfação sexual e de depressão, dizem pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. Um estudo recente dos pesquisadores, publicado na edição online do Psycho-Oncology, sugere que os homens que experimentam altos níveis de "ansiedade específica do câncer", depois da cirurgia do câncer de próstata, provavelmente podem se beneficiar de um aconselhamento projetado para lidar com suas preocupações e melhorar sua qualidade de vida.

"A taxa de sobrevivência de 10 anos para um homem que se submete a uma cirurgia para remover um câncer de próstata localizado é maior do que 95%", diz o principal investigador do estudo Alexander Parker, Ph.D., professor adjunto de epidemiologia e urologia. "Considerando que a maioria dos homens que se submete a uma prostatectomia para remoção do câncer de próstata não vai morrer da doença, nossa preocupação é com o tipo de vida que esses pacientes vão levar décadas depois do diagnóstico e do tratamento".

Embora a o câncer de próstata possa ser uma doença que ameaça a vida, a maioria dos homens diagnosticados com câncer de próstata não morrem por causa dessa doença. De acordo com a (Sociedade Americana do Câncer, mais de 2,5 milhões de homens que foram diagnosticados com câncer de próstata, nos Estados Unidos, continuam vivos.

"As probabilidades de sobrevivência, por longos períodos de tempo depois da cirurgia de câncer de próstata, são muito altas", diz o cirurgião e coautor do estudo Gregory Broderick, professor de urologia. "Isso significa que existem muitos homens que sobreviveram ao câncer de próstata e, na Clínica Mayo, nos comprometemos a entender os fatores que afetam a qualidade de vida deles, não apenas a quantidade de vida deles".

Gregory Broderick apresentou esses resultados em um encontro conjunto da Sociedade de Medicina Sexual da América do Norte com a Sociedade Internacional da Medicina Sexual, realizado neste verão, em Chicago.

Dados de estudos sobre pacientes com outros tipos de câncer revelaram que a ansiedade pode afetar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. "Nosso estudo é o primeiro a mostrar, especificamente, que os homens com alto nível de ansiedade específica do câncer, um ano depois da cirurgia para remover o câncer de próstata, vão mais provavelmente relatar níveis mais baixos de satisfação com suas vidas sexuais e níveis mais altos de sintomas de depressão", diz Parker. Nesse estudo, os pesquisadores da Clínica Mayo examinaram os casos de 365 homens que, um ano após a cirurgia para remoção do câncer de próstata, responderam a um questionário, elaborado para medir os níveis de ansiedade, derivada do fato de haverem sido diagnosticados e tratados do câncer de próstata. Os homens também responderam a um outro questionário, elaborado para medir os níveis da função erétil, satisfação sexual e depressão.

Esses resultados mostram que os homens que relataram altos níveis de ansiedade são os que descrevem níveis mais baixos de satisfação sexual e taxas altas de sintomas de depressão. "O que é interessante do ponto de vista da saúde sexual, conforme observamos, é que a ansiedade não era decorrente da função erétil enfraquecida, em si, mas dos baixos níveis de satisfação sexual", diz Parker. "Se nossas descobertas forem confirmadas por outros pesquisadores, elas sugeririam que a ansiedade não afeta tanto o desempenho sexual de alguns homens quanto a capacidade de cada um deles de sentir prazer com sua vida sexual".

Embora Parker e seus colegas tenham observado que o nível de ansiedade era geralmente maior nos homens que tiveram formas mais agressivas de câncer de próstata, com base em relatórios patológicos produzidos após a cirurgia, diversos homens, com formas não agressivas de câncer, também relataram níveis muito altos de ansiedade. "Nesse subgrupo específico de homens com câncer de próstata, em formas menos agressivas da doença, as taxas de sobrevivência são de praticamente 100%, mas, mesmo assim, eles pensam no câncer todos os dias. Isso apresenta uma grande oportunidade para identificar esses homens e oferecer uma intervenção destinada a modificar esse comportamento ansioso", afirma Parker.

A Clínica Mayo já oferece a pacientes de câncer acesso a aconselhamento baseado em comportamento, sob a liderança de psico-oncologistas treinados. Parker diz que os resultados desse novo estudo realçam a oportunidade de testar novas maneiras de atender essa necessidade de homens com câncer de próstata.

"A ansiedade decorrente de um diagnóstico do câncer pode levar a um aumento dos sintomas de depressão e a uma incapacidade de desfrutar as atividades da vida, incluindo as relações sexuais", diz Parker. "Estamos aproveitando essas descobertas para elaborar testes para verificar se o aconselhamento pode ajudar esses pacientes".

O estudo foi financiado em parte por uma verba da Sociedade de Medicina Sexual da América do Norte.

Para mais informações sobre tratamento na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, do câncer de próstata, bem como da ansiedade e depressão resultantes do diagnóstico e da cirurgia para remoção do câncer de próstata, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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