Pesquisadores da Mayo Clinic usam IA para prever risco de quedas com base na densidade da musculatura do tronco na meia-idade

ROCHESTER, Minnesota — A aplicação de inteligência artificial (IA) em exames de imagem abdominal pode ajudar a identificar adultos com maior risco de quedas já a partir da meia-idade, segundo um novo estudo da Mayo Clinic. A pesquisa, publicada na revista Mayo Clinic Proceedings: Digital Health, destaca a importância da qualidade da musculatura abdominal, um componente da força do tronco, como um fator-chave na previsão do risco de quedas em adultos com 45 anos ou mais.
As quedas estão entre as principais causas de lesões, especialmente entre pessoas idosas. Pesquisadores da Mayo Clinic constataram que marcadores precoces de risco de quedas podem ser identificados em tomografias computadorizadas (TC) que muitos pacientes já realizam por outros motivos.
Em colaboração com especialistas em bioinformática em radiologia, os pesquisadores buscaram determinar se medições obtidas por IA, incluindo distribuição de gordura, tamanho e densidade muscular e qualidade óssea, poderiam revelar sinais iniciais de alterações físicas relevantes.
Os resultados mostraram que a densidade muscular, uma medida da qualidade do músculo, foi um preditor muito mais forte do risco de quedas do que o tamanho muscular.
“O tamanho muscular é apenas uma medida do volume muscular”, afirma a autora principal do estudo, Jennifer St. Sauver, Ph.D., epidemiologista da Mayo Clinic em Rochester. “A densidade muscular é diferente; na tomografia, ela indica o grau de densidade e homogeneidade do tecido muscular.”
Segundo a Dra. St. Sauver, músculos mais homogêneos apresentam maior densidade e tendem a conter menos gordura intramuscular.
“Estudos anteriores já sugeriam que a densidade muscular, e não o tamanho, está mais fortemente associada à força e à função física”, afirma. “Nossos resultados reforçam a ideia de que devemos focar na densidade muscular, e não no tamanho do músculo, ao tentar compreender a função física.”
A equipe de pesquisa esperava encontrar associações entre pior desempenho nas medidas da musculatura abdominal e maior incidência de quedas em adultos mais velhos. O que mais surpreendeu os pesquisadores, porém, foi a força dessas associações em adultos de meia-idade e o quanto essas medidas foram boas preditoras do risco de quedas.
“Os músculos das pernas já são associados à função física, mas nossos achados mostram que a musculatura abdominal também desempenha um papel significativo”, diz a Dra. St. Sauver.
Segundo ela, os resultados reforçam a importância de manter uma boa força da musculatura do tronco ao longo da vida adulta.
“Uma das mensagens mais importantes desta pesquisa é manter os músculos abdominais nas melhores condições possíveis”, afirma a Dra. St. Sauver. “Isso pode trazer benefícios que começam na meia-idade e se estendem até a fase mais avançada da vida.”
Para dicas sobre como melhorar a força da musculatura abdominal do tronco, acesse mayoclinic.org.
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