• By Nancy Skaran

Colesterol e seu tratamento: Um novo enfoque de aplicação

April 23, 2014

JACKSONVILLE, Flórida — Um dos grandes problemas de saúde, hoje em dia, está relacionado ao aumento dos níveis de colesterol no sangue. A ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas, o sedentarismo, o ritmo de vida acelerado e o tabagismo se traduzem em um aumento das patologias conhecidas como “não transmissíveis” ou crônicas. Dessas, as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, relacionadas diretamente com a maior ingestão de gorduras, ocupam os primeiros lugares como causa de mortalidade em nível global. Por isso, a ciência médica trabalha sem descanso para desenvolver novos medicamentos e novas terapias para fazer frente a esses problemas de uma maneira mais eficaz.

Jorge Trejo-Gutierrez, M.D.Em novembro de 2013, o Colégio Americano de Cardiologia (American College of Cardiology) e Associação Americana do Coração (American Heart Association) divulgaram um trabalho conjunto: a “Pauta para o tratamento do colesterol no sangue, para reduzir o risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas”, um documento que não está isento de controvérsias. O médico Jorge Trejo-Gutiérrez, diretor do Programa de Reabilitação Cardiopulmonar da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, analisa esse trabalho, em sua condição de especialista no assunto.

Quais são os pontos principais da nova pauta terapêutica?
Seu principal objetivo é reduzir o risco de eventos ateroscleróticos coronários ou cerebrais. O cálculo do risco de a pessoa sofrer uma doença cardiovascular aterosclerótica deve ser o início de uma conversação e não o ponto final. Há que se discutir o benefício potencial, assim como os efeitos colaterais do uso dos medicamentos conhecidos como “estatinas” na redução do risco cardiovascular, como também as preferências do paciente. Em suma, é preciso que o paciente e seu médico tomem uma decisão, em comum acordo, sobre a terapia, que poderá incluir outros medicamentos, como a aspirina.

Que outros efeitos colaterais podem ocorrer com a ingestão de estatinas?
Mialgia — ou dores musculares — e diabetes em alguns pouco casos. Se o caso é de mialgia, é preciso avaliar se a pessoa sofre transtornos que aumentam o risco de sofrê-la, como hipotireoidismo, função hepática ou renal deprimida, deficiência de vitamina D, miopatia esteroide, doenças musculares primárias, etc. Em tais casos, seria apropriado suspender o tratamento com estatinas por uns dois meses, para retomá-los mais tarde e analisar uma possível relação de causa e efeito.

O que são as estatinas?
Elas compõe um grupo de fármacos que, atualmente, representam o tratamento mais eficaz para baixar os níveis de colesterol em pacientes com hipercolesterolemia, isto é, com níveis de colesterol no sangue acima do normal. As estatinas inibem a ação de uma enzima essencial na produção de colesterol no fígado. No entanto, elas têm outras ações antiateroscleróticas (anti-inflamatória, anticoagulante, etc.), que também reduzem o risco de ataque cardíaco e cerebral.

Que pessoas são principalmente beneficiadas pelas estatinas?
Sabendo-se que um estilo de vida saudável, em que se cuida bem do coração, é a base da prevenção de doenças cardiovasculares, as estatinas podem ser usadas tanto de forma preventiva, como em tratamento de pacientes que sofrem de doenças cardiovasculares. São prescritas para pessoas com mais de 21 anos e menos de 75, com doença cardiovascular diagnosticada clinicamente, pessoas com colesterol LDL igual ou superior a 190 mg/dl e pacientes com diabetes do tipo 1 e 2. E, de forma preventiva, elas podem ser prescritas para pessoas que, com base em estudos de “coorte” de população aberta, tenham um risco de sofrer uma doença cardiovascular igual ou superior a 7,5%, em um prazo de 10 anos.

Como se mede em um paciente a eficácia de um tratamento com estatinas?
É recomendável medir o perfil lipídico antes do início do tratamento, para avaliar o efeito do medicamento, a tempo de levar o paciente a aderir a um estilo de vida saudável. A medição dos lipídeos não deve ser a meta do tratamento ou a medida de seu rendimento. Se a resposta, em nível de lipídeo, não for a esperada, segundo a intensidade do tratamento de estatinas aplicado, é necessário convencer o paciente a levar uma vida mais saudável, a fazer a terapia com medicamentos e a excluir causas secundárias de hiperlipidemia.

Quais são as principais recomendações dessa pauta?
Em primeiro plano, não há que se colocar ênfase em conseguir baixar o nível colesterol — especificamente o LDL, o “mau colesterol” — em um ponto predeterminado, mas em usar a intensidade e a dose adequadas das estatinas disponíveis no mercado farmacêutico nos pacientes com maior possibilidade de se beneficiar.

Qual é a intensidade apropriada da terapia com estatinas?
A intensidade na modificação do fator de risco causal deve coincidir com o perigo de eventos cardiovasculares. Estudos aleatórios, revistos pelo painel de especialistas que elaborou esta pauta, demonstram que foram conseguidas reduções do colesterol sanguíneo de 50% ou, ainda mais, em pacientes que consumiram doses diárias de atorvastatina e rosuvastatina; e níveis menores nos pacientes que receberam doses diárias das demais estatinas (simvastatina, fluvastatina, lovastatina, pitavastatina e pravastatina).

Bastam as estatinas para reduzir o nível de colesterol no sangue e o risco de doença cardiovascular?
Não. A pedra angular, a chave na prevenção da doença cardiovascular é o foco no estilo de vida. A dieta mediterrânea, rica em peixes e frutos do mar, azeite de oliva, nozes, frutas e verduras, e pobres em carnes vermelhas e gorduras animais, já provou sua eficácia na prevenção de acidentes cardiovasculares. Ainda assim, um estilo de vida ativo, com rotinas regulares de exercício físico, continua sendo um hábito subutilizado, porém poderoso para baixar o risco de transtorno arterial prolongado, multifacetado e multifatorial.

Em resumo, qual é a recomendação à luz dessa pauta?
Depende do tipo do paciente. Naqueles com doença cardiovascular aterosclerótica declarada e naqueles que apresentam um nível de colesterol LDL superior a 190 mg/dl, devem ser administradas estatinas em doses altas ou moderadas, conforme o caso. O mesmo vale para as pessoas que têm diabetes do tipo 1 ou 2: devem ser administradas doses altas, quando o risco de sofrer doenças cardiovasculares é superior a 7,5%. Por outro lado, em pacientes que não estão em nenhum desses grupos e que tenham um cálculo de risco de sofrer uma doença cardiovascular maior que 7,5%, é mais recomendável que o médico e o paciente entrem em um acordo sobre o início de um tratamento apropriado para reduzir os riscos, que inclui mudanças no estilo de vida e o uso de estatinas.

Para mais informações sobre tratamento de doenças cardiovasculares ateroscleróticas na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie email para intl.mcj@mayo.edu. Para mais informações em português, visite mayoclinic.org/portuguese/.

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Informações sobre a Mayo Clinic
A Clínica Mayo comemora, em 2014, 150 anos de serviço à humanidade, como uma instituição sem fins lucrativos e líder mundial em tratamento médico, pesquisa e educação. Para mais informações, visite newsnetwork.mayoclinic.org/blogtag/portuguese-news-release/.

CONTACTO: Guta Bacelar, gbacelar@bellsouth.net

Would it be possible to include information about the Arizona and Florida staff in the People sections (Announcements, Appointments, People in New Places) of This Week at Mayo Clinic? Many of us have foundation wide responsibilities and would enjoy keeping up with staffing issues at all of our sites.

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For employees who are not Rochester residents, the DAHLC is not always a convenient place to exercise. Has Mayo considered reimbursing employees for membership in off-campus health clubs?

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What happpened to the peregrine eggs? Why did this nesting season fail?

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I agree with John completely. I do not work in the downtown buildings and live 30 miles from town. My family wants to join a health center but I am not going to drive all the way home, get them, come back to town, exercise, and drive home again. I could just sign myself up but since I do not work downtown the likelihood of me getting down their often enough to use it effectively is very small. I think that the DAHLC is great but just wish it was more realistic for those who live outside of town.

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It would be nice if Mayo would give us a discount since some of us employe's live so far out of town & can not use the Healhy Living Center.

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To comment on Dan's ..love the place but I still do not agree with membership rules for those of us who are not married and have older children that would love to work out , it should be an option to have them be members. It would be great to work-out with someone, having a family member to go with is the best. It should be an choice for each employee to have one "outside of Mayo" member as long as they are adults – just like married couples. I brought this up once and was quickly told it was not a option. hummm

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Has Mayo ever considered adding basketball courts to the DAHLC? And if not, would they consider offering discounts to join another club that offers that amenity?

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Does Mayo have any plans to ever build some time of fitness facility like the DAHLC for Florida employees?

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I would love to get a discount for my 'hometown' fitness center. I ride the bus to work- so staying after work is not an option and who can 'get away' at lunch time to do it either. Would love if Mayo would offer this. DAHLC is a fantastic place for those who get to enjoy it.

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Thank you for the comments/questions regarding the Dan Abraham Healthy Living Center. Our planning team considered many activity options for the new building, including basketball courts. While benchmarking other medical wellness facilities, we quickly learned that this space (6,000 sq ft +) was often empty throughout the day and only served a small portion of the target population. We selected other activity options including cardiovascular area and studio space that would serve the majority of our population and get utilized throughout the day. In terms of membership eligibility, Mayo Clinic leadership charged DAHLC with a goal of helping to create a healthy workforce. Our workforce is our target population and adult health and wellness programming is our focus at DAHLC. We recognize that there are other populations that have health and wellness needs, but given limited space, we needed to focus our attention. Other colleagues in HR would be better suited to address the questions/comments regarding discounts. Beth Warren, DAHLC

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Staff's use of personal cell phones is out of control. It is a common sight to see doctors, nurses, therapists etc. texting or talking on their personal phones on company time and PATIENT time. There needs to be some sort of direction for all to follow regarding cell phone use. What can be done to insure that patients and families are assured that their safe and proper care, is formost on the minds of the staff and not a text from their BFF?

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I agree, I work at a Mayo clinic site, not in rochester, and my insurance doesnt cover anything for reimbursement to a gym, its funny how i work for mayo, but i dont get reimbursed, it makes it harder to work out…..

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Thank you Beth and I agree space is limitied, but why is it OK if your married to a non Mayo person and they can be a member. I'm not married and still enjoying working out, I should be able to still have someone to go with. If space is an issue…this is stretching it- but what if everyone at Mayo was married or had a partner? Just a thought…

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The DAHLC is just an added benfit of working here. Nothing is ever going to perfectly suit everybody's needs. I drive instead of riding the bus, should I ask Mayo to reimburse me for part of my gas? Instead of being upset that it doesn't conform to our personal situations we should be happy that it is there for us to use, even if it only benefits some people.

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I agree, I work at a Mayo clinic site, not in rochester, and my insurance doesnt cover anything for reimbursement to a gym, its funny how i work for mayo, but i dont get reimbursed, it makes it harder to work out…..

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