Estudo da Mayo Clinic indica que dados de dispositivos vestíveis podem ajudar a prever o engajamento de pacientes na reabilitação remota da DPOC

ROCHESTER, Minnesota — Dados de sono capturados por um dispositivo vestível podem ajudar médicos a personalizar melhor o cuidado ao identificar pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que podem precisar de suporte adicional para participar da reabilitação pulmonar, de acordo com nova pesquisa publicada na Mayo Clinic Proceedings: Digital Health.
A DPOC é uma doença pulmonar crônica que dificulta a respiração após as vias aéreas se tornarem inflamadas e estreitadas, ocorrendo acúmulo de muco. A DPOC também pode dificultar o sono, afetando os níveis de energia do paciente e sua saúde geral. Esses fatores podem influenciar a participação na reabilitação pulmonar, que inclui uma combinação de exercícios, educação e suporte.
Os pesquisadores buscaram compreender se a qualidade do sono de um paciente poderia ajudar a prever seu nível de participação em atividades de reabilitação remota.
“Como cientista e engenheira, eu queria explorar como os dados de dispositivos vestíveis poderiam melhorar as taxas de evasão dos programas remotos de reabilitação pulmonar. Ao compreender melhor o cotidiano de um paciente, podemos elaborar recomendações de planos de cuidado mais personalizados e potencialmente mais eficazes”, afirma Stephanie Zawada, Ph.D., M.S., pesquisadora associada da Mayo Clinic e primeira autora do estudo. A Dra. Zawada dedica-se a identificar formas de utilizar dados para personalizar o cuidado por meio de seu trabalho na equipe do Centro para a Ciência da Prestação de Serviços de Saúde Robert D. e Patricia E. Kern da Mayo Clinic
No estudo, os pesquisadores constataram que o uso de dados basais de sono provenientes de um monitor de atividade de pulso, combinados com aprendizado de máquina e indicadores clínicos tradicionais, aprimorou a predição da consistência com que os pacientes participariam de um programa domiciliar de reabilitação pulmonar com duração de 12 semanas.
A equipe realizou esses cálculos após coletar medidas de sono por uma semana para gerar um Índice Composto de Saúde do Sono antes do início da reabilitação pulmonar domiciliar. Ao final do programa de 12 semanas, a análise demonstrou que a inclusão desse índice de saúde melhorou a predição do engajamento dos pacientes ao longo do período do estudo.
Essas informações podem ajudar médicos a personalizarem melhor os programas de reabilitação e a identificarem pacientes que podem se beneficiar de suporte adicional. Também podem orientar o planejamento de futuros programas de cuidado remoto.
“A incorporação de dados de dispositivos vestíveis oferece uma visão mais abrangente do padrão diário de um paciente”, afirma Emma Fortune Ngufor, Ph.D., autora sênior do estudo e pesquisadora da Mayo Clinic no Centro Kern. Ela observa que os dados de sono são um dos diversos elementos que podem subsidiar decisões clínicas, juntamente com avaliações clínicas e informações relatadas pelos próprios pacientes.
Os pesquisadores destacam que são necessárias investigações adicionais para validar e refinar o modelo em populações de pacientes mais amplas antes de sua aplicação clínica mais abrangente.
Para consultar a lista completa de autores, declarações e fontes de financiamento, acesse o estudo.
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