Câncer

Imunoterapia experimental pode ajudar pacientes com câncer de bexiga de alto risco a evitar cirurgia de remoção da bexiga

Um homem mais velho está sentado em uma área de convivência informal, junto a uma janela grande.

PHOENIX — Um estudo internacional de fase 3 realizado nos três centros médicos de referência da Mayo Clinic identificou que uma nova imunoterapia ajudou muitos pacientes com uma forma agressiva de câncer de bexiga a preservarem a bexiga, em vez de serem submetidos à sua remoção cirúrgica. O tratamento também manteve muitos pacientes livres do câncer por mais de dois anos e causou, em sua maioria, efeitos colaterais leves. Os resultados foram publicados na The Lancet Oncology.

Os pacientes do estudo tinham câncer de bexiga de alto risco que havia recidivado apesar do tratamento padrão com bacilo de Calmette-Guérin (BCG). Para esses pacientes, a cirurgia para remoção da bexiga costuma ser a próxima etapa recomendada. A nova imunoterapia, denominada cretostimogene grenadenorepvec, produziu uma resposta completa, sem sinais detectáveis de câncer, em 75% dos pacientes, sendo que muitas dessas respostas duraram mais de dois anos.

Retrato do Dr. Mark Tyson
Mark Tyson II, M.D.

"Até agora, os pacientes cujo câncer recidivava após a terapia com BCG tinham poucas opções eficazes além da remoção da bexiga", afirma Mark Tyson II, M.D., autor principal do estudo e urologista da Mayo Clinic no Arizona. "Este estudo mostra que podemos oferecer a muitos desses pacientes outra opção sem comprometer o controle do câncer."

Entre os pacientes cujo câncer desapareceu completamente após o tratamento, cerca de 60% permaneceram livres do câncer dois anos depois. Em um paciente, o câncer não recidivou por mais de quatro anos após a conclusão do tratamento. A maioria dos efeitos colaterais relacionados ao tratamento consistiu em sintomas vesicais leves e temporários, e os pesquisadores não relataram efeitos colaterais graves relacionados ao tratamento.

"Para os pacientes, a questão não é apenas tratar o câncer — a questão é preservar a qualidade de vida", afirma o Dr. Tyson. "Evitar a remoção da bexiga pode ter um impacto profundo na vida diária. Ver pacientes permanecerem livres do câncer por anos enquanto preservam a bexiga é exatamente o desfecho que esperávamos alcançar."

O estudo incluiu 115 pacientes tratados em 41 centros médicos na América do Norte, Ásia e Austrália. Dois anos após o início do tratamento, estimou-se que 81% dos pacientes não haviam necessitado de cirurgia para remoção da bexiga. Os pesquisadores concluíram que o cretostimogene grenadenorepvec poderá se tornar uma importante opção de tratamento preservador da bexiga para pacientes cujo câncer de bexiga de alto risco tenha recidivado após a terapia padrão com BCG. Eles também observaram que o tratamento não foi comparado diretamente com outras terapias preservadoras da bexiga em ensaios clínicos.

O estudo foi financiado pela CG Oncology. Para consultar a lista completa de autores, divulgações e fontes de financiamento, consulte o estudo. A terapia continua em fase de investigação.

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