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Posted by mayonewsreleases (@mayonewsreleases) · Feb 25, 2013

Dispositivo semelhante a um bracelete controla o refluxo gastrensofágico crônico, mostra um estudo

JACKSONVILLE, Flórida — Um dispositivo semelhante a um bracelete pode controlar a doença do refluxo gastrensofágico, um distúrbio digestivo crônico, de acordo com um estudo publicado na edição online de 20 de fevereiro do New England Journal of Medicine.

ALERTA DE VÍDEO: Recursos de áudio e vídeo, incluindo trechos de uma entrevista com o médico Dr. C. Daniel Smith, descrevendo o dispositivo e o procedimento, estão disponíveis no site Mayo Clinic News Network.

O dispositivo circunda a válvula na junção do esôfago com o estômago e a ajuda a permanecer fechada quando uma pessoa não está comendo ou bebendo. Ele melhorou os sintomas em 92 de 100 pacientes com refluxo gastrensofágico crônico e permitiu a 87% dos pacientes parar de usar remédios contra acidez, conforme mostraram os resultados de um estudo de cinco anos, já no seu terceiro ano. Dos pacientes estudados, 94% se mostraram satisfeitos com o tratamento.

O avanço é significativo, diz o coautor do estudo C. Daniel Smith, M.D., diretor do Departamento de Cirurgia da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, que é especializado no tratamento da doença do refluxo. A Clínica Mayo é o único centro médico na Flórida e um dos dois únicos no sudeste dos Estados Unidos a ajudar a estudar esse dispositivo. A Clínica Mayo no Arizona y Minnesota também oferece tratamento com o dispositivo.

"Esse é o primeiro tratamento novo, seguro e eficaz que temos para tratar a doença do refluxo em 20 anos", diz Smith. "O dispositivo é simples, elegante e funcional e fornece uma oportunidade de ajudar uma grande quantidade de pacientes. As únicas opções de tratamento no passado foram agentes supressores de ácidos ou cirurgia. Os agentes supressores de ácido não resolvem diretamente o problema básico da válvula ineficaz, deixando os pacientes com sintomas persistentes. E a cirurgia pode resultar em efeitos colaterais penosos como inchação ou incapacidade de vomitar em 20% dos pacientes. Esses efeitos colaterais raramente ocorreram nos casos de tratamento com o novo dispositivo", afirma.

Aproximadamente uma em três pessoas nos Estados Unidos tem um problema crônico de refluxo, segundo estimativa da Associação Americana de Gastrenterologia. Isso pode levar a sérios problemas de saúde.

O refluxo gastrensofágico é causado pelo funcionamento deficiente ou incompetente da válvula chamada esfíncter, que se situa na parte inferior do esôfago e superior do estômago. O esfíncter, um anel feito de músculo, normalmente permanece fechado quando uma pessoa não está comendo. Isso impede substâncias ácidas ou sucos gástricos de sair do estômago e entrar no esôfago.

Se o músculo se torna fraco ou relaxa de forma inapropriada, as substâncias ácidas do estômago sobem e chegam até a mucosa do esôfago, causando dor e queimação — comumente conhecida como azia — e regurgitação. Isso pode acontecer a qualquer tempo e com qualquer pessoa, de qualquer idade.

Substâncias ácidas em excesso podem danificar o esôfago e resultar em uma condição pré-cancerosa, conhecida como esôfago de Barrett e em câncer esofágico, que está aumentando rapidamente nos EUA, diz Smith. A epidemia de refluxo gastrensofágico crônico pode ser a explicação para o crescimento de casos de câncer, ele diz. Smith vem oferecendo o dispositivo a pacientes que se qualificam desde março de 2012, quando a FDA (Food and Drug Administration — o órgão dos EUA que controla a comercialização de alimentos e medicamentos) aprovou o seu uso. Ele realiza cerca de 200 cirurgias relacionadas ao refluxo gastrensofágico por ano.

O implante do dispositivo é minimamente invasivo e toma de uma a duas horas. Depois do procedimento, os pacientes passam uma noite no hospital.

Os pacientes que se qualificam para usar o dispositivo são aqueles com refluxo gastrensofágico crônico, com sintomas não controlados totalmente por medicamentos supressores de acidez, diz Smith.

Nem todos os pacientes participantes do estudo se sentiram bem com o dispositivo. Ocorreram eventos adversos sérios em seis pacientes e o dispositivo foi removido em quatro pacientes, sem qualquer consequência significativa a longo prazo. Casos de disfagia — dificuldade de deglutição — foram observados em 68% dos pacientes, depois do implante do dispositivo, mas esse efeito colateral diminuiu gradualmente, com o tempo.

O principal pesquisador do estudo foi o médico Robert A. Ganz, da Minnesota Gastroenterology em Plymouth, Minnesota.

O estudo teve apoio da Torax Medical, que desenvolveu o LINX Reflux Management System (sistema de controle do refluxo LINX). Os médicos e cientistas da Clínica Mayo ajudaram a Torax Medical a desenvolver o dispositivo e a Clínica Mayo licenciou a tecnologia relacionada para a empresa em troca de participação acionária. Os médicos Smith e Ken DeVault, diretor do Departamento de Medicina Interna da Clínica Mayo de Jacksonville, que também participou do estudo, são consultores remunerados da Torax Medical.

Para mais informações sobre tratamento da doença do refluxo gastrensofágico crônico na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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