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Posted by mayonewsreleases (@mayonewsreleases) · Feb 1, 2012

Um ataque do coração – não um ataque de tubarão – ameaçou a vida de um surfista

JACKSONVILLE, Flórida, 30 de janeiro de 2012 — Muitos surfistas temem os tubarões. Esse não é o caso de Mike Politowicz, 45, um surfista tarimbado, com 30 anos de experiência. "Surfar é uma forma de relaxamento", ele diz.

Isto é, relaxamento mesclado com alguma adrenalina e palpitações no coração, ao se enxergar uma onda grande. Mas, em 7 de agosto de 2010, quando Politowicz entrou no mar com sua prancha em busca de uma onda, na costa da Flórida, o que sentiu no coração foi algo bem diferente.

Ele começou a se sentir mal. Tentou ir em frente, mas logo se deu conta de que alguma coisa estava terrivelmente errada.

"Senti como se alguém estivesse enfiando um ferrão quente bem no meio do meu peito", conta Politowicz, residente de Longwood, na Flórida.

Ele pegou a próxima onda e percorreu, com dificuldade, uns 800 metros até a praia, para pedir socorro. Levado a um hospital local, os médicos confirmaram que ele sofreu um ataque do coração, causado por um coágulo sanguíneo.

Um cardiologista da área de Orlando, na Flórida, já havia diagnosticado, há seis anos, bloqueios cardíacos em Politowicz. Depois que alguns stents lhe foram implantados, ele voltou a seu estilo de vida ativo, sem problemas. Mais tarde, foi informado que uma mudança de medicação pode ter causado o novo coágulo.

Politowicz voltou a consultar seu cardiologista, que lhe deu a má notícia: o estado geral da saúde de seu coração havia piorado. Mas ele permaneceu cético. "Pensei que ele estava louco", conta. "Apesar do que aconteceu, me sentia como se estivesse na melhor forma da minha vida".

Ele achou melhor buscar uma segunda opinião e, por isso, marcou uma consulta com o cardiologista Brian Shapiro, M.D., da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

Ressonância Magnética Cardíaca

Em vez de se valer de métodos tradicionais de diagnóstico, tais como teste de estresse, ecocardiograma e cateterização do coração, o cardiologista da Mayo solicitou uma ressonância magnética cardíaca (RMC), um exame relativamente novo, projetado para fornecer uma visão mais precisa do coração.

"Essa tecnologia leva o processo de diagnóstico e de tratamento a um nível totalmente novo", diz Brian Shapiro. "Podemos ver claramente as áreas exatas do coração que estão com problemas e definir, rapidamente, as melhores estratégias terapêuticas para cada paciente", afirmou.

Graças à clareza da RMC, os médicos podem avaliar o tamanho e a função das câmaras do coração, a espessura e o movimento de suas paredes, a extensão do dano causado pelo ataque cardíaco ou doenças cardíacas, problemas estruturais na aorta, tais como aneurismas ou disseções e o acúmulo de placas e bloqueios nos vasos sanguíneos.

Um benefício suplementar da RMC é o de ajudar o paciente a entender seu problema e a melhor forma de tratamento", diz o cardiologista. "Ao mostrar ao paciente as imagens da ressonância magnética cardíaca, ele pode ver o que, antes, só lhe foi explicado com palavras", ele diz. "Isso torna a situação mais real", afirma.

Ajuda para o dano ao coração

Para Politowicz, isso confirmou que o dano ao músculo do coração foi tão grave, que dificilmente seria revertido.

Ele conta que, ao ver as imagens da ressonância magnética cardíaca, entendeu melhor o que estava acontecendo, uma vez que, antes, não podia ver o dano — as partes do coração que estavam bombeando sangue ou não. E, admite, ficou chocado. "Nunca me senti ansioso antes, mas agora eu podia ver o problema. Fiquei muito preocupado. Meu pai morreu quando eu tinha apenas cinco anos e eu não queria que o mesmo acontecesse com meu filho", ele conta.

O cardiologista da Mayo também descobriu que as artérias de Politowicz estavam, outra vez, gravemente bloqueadas e que ele teria de se submeter a uma cirurgia.

"As imagens nos ajudaram a ver a extensão do dano e, então, tomar as melhores decisões, no caso de Politowicz", diz Brian Shapiro.

Devido, em parte, ao custo do equipamento e à necessidade de treinamento, o uso da RMC fica, de uma maneira geral, limitada a instituições de saúde ou centro médicos acadêmicos de grande porte. O cardiologista diz que, apesar do uso da RMC, como um método de diagnóstico, ainda não ser comum, ele espera que esse recurso venha a ser uma ferramenta valiosa no futuro.

"Com essa tecnologia, podemos avaliar as condições de pacientes de risco mais cedo, fazer o tratamento ou, quem sabe, mesmo prevenir ataques do coração", ele diz.

Em março de 2011, Politowicz se submeteu a uma bem-sucedida cirurgia para reabrir as artérias bloqueadas. Os médicos também implantaram um desfibrilador, devido à gravidade o ataque cardíaco. Agora, ele está de volta à busca de ondas para surfar.

Ele ainda não se preocupa com tubarões. Ao contrário, cai na água com um espírito renovado, ele diz, valorizando a saúde de seu coração e sabendo que as palpitações que sente, agora, se devem unicamente às grandes ondas que vêm em sua direção.

"Não há muita coisa na vida que um bom surfe não ponha em uma boa perspectiva", ele diz. "O trabalho não pode surfar. As contas não sabem nadar. Meus problemas parecem desaparecer quando eu entro na água com minha prancha", ele diz.

Para mais informações sobre tratamento de doenças cardíacas na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu.

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