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Posted by Kevin Punsky (@kevinpunsky) · Wed, May 21 at 12:41pm EST

Pesquisadores da Mayo Clinic dizem que molécula ligada a câncer de pâncreas agressivo oferece possíveis avanços clínicos

JACKSONVILLE, Flórida, 21 de maio de 2014 — Pesquisadores da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida, descobriram uma enzima que, segundo eles, está estreitamente ligada ao nível de agressividade do câncer do pâncreas em um paciente.

Os pesquisadores dizem que o estudo, publicado no jornal Molecular Cancer Research, fornece percepções fundamentais sobre a forma mais agressiva da doença, que é um dos tipos de câncer mais fatais para o ser humano.

O estudo também se refere a alguns possíveis avanços clínicos no futuro, tais como uma maneira de medir o benefício para pacientes, individualmente, e traz percepções sobre uma terapia potencial para interromper a atividade da enzima, conhecida como Rac1b.

Derek Radisky, Ph.D., molecular cancer research

Indução de condições pré-tumorigênicas em resposta à (proteína) Rac1b.
Expressão inadequada do microambiente da molécula de colágeno 1 do tumor (em marrom) no tecido pancreático com expressão da (proteína) Rac1b.

“A dedução de nossa pesquisa é a de que a Rac1b ativa vias únicas em tumores do pâncreas, que tornam esse tipo de câncer agressivo”, diz o principal pesquisador do estudo, Derek Radisky, Ph.D., da equipe do Centro de Câncer da Clínica Mayo em Flórida. “Se conseguirmos alvejar, terapeuticamente, essa via, poderemos exercer um impacto nessa doença tão difícil de tratar”.

Um alvo possível da droga deve ser encontrado dentro das vias causadoras do câncer, ativadas pela Rac1b, uma vez que a enzima é difícil de alvejar porque está envolvida em muitos processos biológicos normais, diz Radisky. Ele e seus colegas estão trabalhando agora para descobrir como a Rac1b intensifica a progressão do câncer de pâncreas.

A superfamília de proteínas RAC1, que exerce funções regulatórias importantes no crescimento das células e no movimento das células, tem sido associada a outros tipos de câncer, tais como o melanoma e o câncer de pulmão de células não pequenas. Mas, antes desse estudo, ninguém sabia que uma subforma, a Rac1b, exercia um papel no câncer do pâncreas.

A equipe do estudo inclui pesquisadores da Clínica Mayo da Flórida e do SPORE em câncer do pâncreas da Clínica Mayo, um dos três centros de câncer dos Estados Unidos a receber verbas para o Programa Especializado de Excelência em Pesquisa (SPORE), para pesquisa do câncer do pâncreas, do Instituto Nacional do Câncer. O SPORE para o câncer do pâncreas está especificamente comprometido com a redução da incidência e da mortalidade do câncer de pâncreas. A equipe começou sua pesquisa investigando por que as células do câncer de pâncreas produzem metaloproteinases da matriz (MMPs – matrix metalloproteinases), enzimas que fragmentam moléculas adesivas, que mantém as células grudadas umas às outras em um tecido ou em um tumor. As MMPs permitem às células do câncer migrar do tumor.

“A maioria das MMPs é feita de células que circundam e dão suporte ao tumor, não pelo próprio tumor, como vemos no câncer pancreático”, diz Radisky.

Usando a combinação de biópsias de tecido humano, novos modelos de animais transgênicos e estudo de cultura de células, os pesquisadores estabeleceram um vínculo entre a expressão de MMP3 e a ativação da Rac1b. Então, usando um painel maior de biópsias de câncer de pâncreas humano, os cientistas descobriram que os níveis de expressão da Rac1b foram significativamente associados com o prognóstico de câncer.

Os pesquisadores verificaram suas descobertas tratando células de câncer de pâncreas em cultura com MMP3 recombinante. Eles descobriram que isso era suficiente para induzir a Rac1b e aumentar a invasividade do câncer.

“O câncer do pâncreas não é uniformemente agressivo”, diz Radisky. “Alguns pacientes obtêm um resultado relativamente melhor. Esse trabalho nos permite concentrar nos pacientes que não se saem tão bem e que podem se beneficiar mais de terapias mais dirigidas”.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional do Câncer (CA122086, CA154387, R01CA159222 e R01CA136754) e pelo SPORE em Câncer do Pâncreas da Clínica Mayo (P50 CA102701).

Para mais informações sobre tratamento do câncer de pâncreas e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie email para intl.mcj@mayo.edu. Para mais informações em português, visite mayoclinic.org/portuguese/.

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CONTACTO: Guta Bacelar, 305-598-0125, gbacelar@bellsouth.net

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